Coimbra  31 de Maio de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Empresa de Coimbra e Escola de Enfermagem do Porto criam simulador de treino

6 de Abril 2020 Jornal Campeão: Empresa de Coimbra e Escola de Enfermagem do Porto criam simulador de treino

A empresa ‘Take The Wind’, sediada no Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, e a Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP) desenvolveram um simulador que treina enfermeiros de todo o mundo nas tomadas de decisão em doentes com covid-19.

“O simulador clínico virtual ‘Body Interact’ permite treinar o processo de tomada de decisão dos enfermeiros que, quando confrontados com casos reais da covid-19, precisam de saber tomar decisões baseadas na melhor evidência disponível de forma rápida e eficaz”, explicam as duas entidades.

Desenvolvido pela Take The Wind (TTW), o simulador disponibiliza cenários clínicos em enfermagem, gratuitos e em múltiplos idiomas, que “permitem aos actuais e futuros profissionais de saúde o desenvolvimento de competências e habilidades que vão ajudar a tomar melhores decisões”.

Miguel Padilha, docente da ESEP e coordenador da equipa de autores que criou histórias clínicas por detrás dos novos casos de covid-19 para profissionais de enfermagem, salienta que a “utilização de doentes virtuais permite aos profissionais treinarem a decisão clínica em qualquer lugar ou hora”.

“Os cenários clínicos permitem a aplicação das mais recentes orientações científicas de diagnóstico e tratamento”, sublinha.

Além da empresa TTW, líder mundial em tecnologia para a educação clínica, o projecto conta com a colaboração de Paulo Martins, médico intensivista e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), da enfermeira Sofia Macedo e do médico Abdulelah Alhawsawi, do Patient Safety Center da Arábia Saudita.

Para o director executivo da TTW, Pedro Pinto, “é sua responsabilidade social fornecer cenários de treino para ajudar os profissionais de saúde no esforço colossal que estão a realizar para debelar a pandemia, onde os requisitos de segurança individual e dos pacientes são muitos exigentes”.

No comunicado de imprensa, a ESEP reconhece que a utilização desta tecnologia contribui para a melhoria significativa das competências dos profissionais de saúde na hora de tomarem decisões clínicas.