Coimbra  27 de Maio de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Em 2020 serão arrancados os carris entre as estações de Coimbra A e B

30 de Novembro 2018 Jornal Campeão: Em 2020 serão arrancados os carris entre as estações de Coimbra A e B

A solução tecnológica de autocarros eléctricos designada Metrobus do Sistema de Mobilidade do Mondego, que irá servir o antigo Ramal ferroviário da Lousã e a cidade de Coimbra, estará concluída em 2021, reitera a Infra-estruturas de Portugal (IP).

“O projecto do Metrobus do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) entrará em funcionamento no final de 2021”, disse fonte oficial da IP, numa resposta escrita enviada à Agência Lusa.

A reafirmação da data já tinha sido feita, a 20 de Setembro [de 2018], em Coimbra, por um representante da empresa estatal, Eduardo Pires, que interveio nos eventos da Semana Europeia da Mobilidade.

Segundo Eduardo Pires, o lançamento do concurso da empreitada para concretização do projecto de Metrobus irá ocorrer entre o final de 2018 e o começo de 2019.

Segundo fonte citada pela agência noticiosa, o projecto do Metrobus “mantém as mesmas características de traçado do previsto no Metropolitano de superfície, pressupondo a desactivação do canal ferroviário entre [as estações] de Coimbra-A e Coimbra-B e garantindo a ligação directa das várias centralidades da cidade à Linha do Norte”.

De acordo com a Infra-estruturas de Portugal, a desactivação daquele segmento ferroviário de ligação entre a Linha do Norte e a estação localizada na “Baixa” de Coimbra está “prevista para o último trimestre de 2020” (dentro de dois anos, cerca de 12 meses antes da entrada ao serviço do sistema Metrobus), sendo feita “em articulação com a CP e com a Câmara Municipal de Coimbra”.

“Até lá, a estação de Coimbra-A e a sua ligação a Coimbra-B continuarão a funcionar como habitualmente”, garante a IP.

No começo desta semana, o vereador da CDU na Câmara de Coimbra alertara a autarquia para eventual encerramento da estação ferroviária de Coimbra-A.

A concretização do SMM arrasta-se há mais de duas décadas, desde a criação da Metro Mondego, uma sociedade liderada pelo Estado e integrada também pelos municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo e pela Infra-estruturas de Portugal (que substituiu a REFER na composição accionista da empresa de capitais exclusivamente públicos).

Inaugurado em 1906, o Ramal da Lousã foi desmantelado, volvidos mais de 100 anos, na vigência do segundo Governo de José Sócrates, ao abrigo da promessa de concretização do SMM, entretanto reeditada sob o figurino de Metrobus.

A promessa de implantação do SMM continuou por cumprir na fase em que o cargo de primeiro-ministro coube a Passos Coelho devido à pecha da indecisão política.

O investimento no denominado “sistema Metrobus”, a candidatar a fundos da União Europeia, inclui a infra-estrutura e um total de 43 autocarros eléctricos, sendo 30 de 55 lugares sentados, para o troço suburbano da rede, entre Serpins e Coimbra, e 13 articulados de 130 lugares sentados e em pé, para a área urbana da capital do distrito.

O figurino preconizado para retirar do impasse o Sistema de Mobilidade do Mondego contempla a circulação de 20 veículos por hora entre o Alto de S. João e Coimbra – B.

A informação foi facultada ao “Campeão”, por fonte governamental, em Junho de 2017, na véspera de o ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, se deslocar à Lousã, a Miranda do Corvo e a Coimbra para apresentar “uma solução” assente na utilização de autocarros eléctricos ou híbridos.

Entre Lousã e Coimbra há possibilidade de circularem cinco veículos por hora e entre a cidade e Miranda do Corvo a frequência pode duplicar. A ligação ao polo hospitalar de Celas pode ser assegurada de quatro em quatro minutos (15 veículos por hora).

Entre Serpins (Lousã) e o Alto de S. João (Coimbra), o canal é em via única (com cruzamento nas estações) e haverá guiamento automático, indica um estudo realizado para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil e pela empresa Infra-estruturas de Portugal.

A aplicação do figurino de Metrobus ao SMM descarta a construção de um túnel em Celas e pressupõe a desactivação do serviço ferroviário entre Coimbra – A e Coimbra – B.

Para o segmento urbano a hipótese de Metrobus contempla via dupla e canal dedicado em alguns trechos.

Segundo a fonte governamental auscultada pelo “Campeão”, o figurino ferroviário não se afigura compatível com as necessidades de mobilidade da população a servir pelo Sistema de Mobilidade do Mondego, desde logo por aquele não permitir o atravessamento da cidade.

 

 

 

 

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