Coimbra  26 de Fevereiro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Efapel cresce 5,2 por cento com vendas de 43, 3 milhões em 2020

29 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Efapel cresce 5,2 por cento com vendas de 43, 3 milhões em 2020

A Efapel, com sede em Serpins (Lousã), reverteu no segundo semestre de 2020 a performance negativa do primeiro semestre e fechou o exercício com vendas de 43,33 milhões de euros, superando em 5,2 por cento os valores conseguidos em 2019.

Estes números permitiram “minimizar o efeito da crise pandémica na economia em geral e na actividade da empresa em particular”, para além de que as exportações, que representam 30 por cento da facturação global, a empresa também registou um crescimento homólogo de 5,12 por cento. Note-se que a Efapel exporta, actualmente, para 50 países de todo o mundo, desde a Europa e África até ao Médio Oriente e América Latina, contando com duas subsidiárias no exterior, em Espanha e França.

A Efapel, tal como muitas outras, foi obrigada a ajustar a sua actividade às exigências de higiene, saúde e segurança decorrentes da pandemia, cedendo prioridade à protecção dos seus colaboradores e respectivas famílias, perdendo cerca de 15 por cento da capacidade produtiva por essa razão, mas

sem recorrer ao “lay-off”. Para além disso, “adiou o lançamento de novos produtos, que estava previsto para 2020, pois a prioridade foi manter sob controle todas as medidas de segurança necessárias ao melhor funcionamento da empresa, tendo em conta o contexto”.

Assim, a Efapel “reconhece como positivas algumas medidas já tomadas pelo Governo para apoio à economia e às empresas no combate à crise. Também compreende as dificuldades específicas do país para medidas excessivas que coloquem em causa a sua estabilidade económico-financeira. No entanto, considera também que seria importante a adopção de medidas tendentes a proporcionar às empresas nacionais melhores condições de competitividade, pelo maior apoio às exportações, à semelhança do que está já a ocorrer em muitos outros países”, nota.

Américo Duarte, administrador da EFAPEL, entende ainda que deveriam ser “condicionadas e taxadas importações oriundas de países que não cumprem regras e condições de trabalho semelhantes às praticadas na Europa”, o que obriga as empresas nacionais a competir no mercado interno em condições de desigualdade e a praticar salários baixos, o que considera não ser “solução de futuro”.

A empresa continua a ser a principal patrocinadora da equipa de futebol da Académica de Coimbra e, garante, “vai continuar a ter a sua equipa de ciclismo a participar nas principais provas velocipédicas nacionais”.