Coimbra  19 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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DRCC abre concurso para obras no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

19 de Setembro 2019

O segundo concurso público para as obras de conservação e beneficiação geral do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, foi lançado, hoje, pela Direcção Regional de Cultura do Centro (DRCC) por mais de meio milhão de euros (567 100 euros).

O primeiro concurso, lançado em Fevereiro deste ano (três anos após as inundações que danificaram grande parte do Monumento), ficou sem concorrentes, tendo sido aberto pelo valor de 349 498 euros.

É, agora, lançado novo concurso, com um acréscimo de mais de 200 000 euros, uma verba resultante do “empenho da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e da CIM Região de Coimbra no desenvolvimento de procedimentos”, como sublinhou Suzana Menezes, directora regional de Cultura do Centro, adiantando que tal “possibilita ir ao encontro aos actuais valores de mercado”.

A obra enquadrada no âmbito do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Centro é comparticipada em 85 por cento pelo Programa Operacional Centro 2020, sendo a contrapartida nacional assegurada pela DRCC.

O concurso prevê trabalhos de conservação e restauro do mosteiro e ruína arqueológica, a beneficiação de toda a área exterior, nomeadamente, dos acessos pedonais e mecânicos, da instalação eléctrica interior e exterior, do sistema de bombagem/drenagem de água, dos muros de contenção, entre outras intervenções no espaço da cerca do Mosteiro, tendo um prazo de execução de 365 dias,.

Segundo a DRCC, “a obra irá decorrer de modo faseado permitindo manter o monumento aberto ao público”.

O fornecimento das peças do concurso, apresentação dos pedidos de participação e apresentação das propostas deverá ser efectuado através da plataforma informática de contratação pública acinGov (www.acingov.pt).

A apresentação de propostas decorre até às 23h59 do dia 07 de Outubro 2019.

Recorde-se que o concurso público para as intervenções no Mosteiro demorou cerca de três anos a ser lançado, período durante o qual a própria directora regional da Cultura do Centro à época (Celeste Amaro) criticou tal demora no processo.

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