Coimbra  24 de Fevereiro de 2024 | Director: Lino Vinhal

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“Dom Quixote de Coimbra” regressa ao palco para celebrar os 30 anos do Teatrão

4 de Janeiro 2024 Jornal Campeão: “Dom Quixote de Coimbra” regressa ao palco para celebrar os 30 anos do Teatrão

Foto: Carlos Gomes

 

“Dom Quixote (de Coimbra)” regressa hoje ao palco do Teatrão, montado numa Famel, para encetar uma procura por Dulcineia, entre o lugar imaginário de La Mancha e o Rio Mondego, com a companhia de Sancho Pança.

De acordo com a directora do Teatrão, Isabel Craveiro, o espectáculo mais visto de sempre desta companhia de teatro da cidade de Coimbra regressa ao início da noite desta quinta-feira, contando com novas sessões a 6, 7 e 13 Janeiro para o público em geral.

Contará ainda com sessões para escolas nos dias 5, de 9 a 12 e 23 de Janeiro, bem como a 2 de Fevereiro.

A partir da obra de Cervantes, com excertos das versões de António José da Silva, Monteiro Lobato, Yevgeni Shvarts e Orson Welles, “Dom Quixote (de Coimbra)” teve a sua criação em 2009, uma nova versão em 2016, sendo agora reposto com uma nova fórmula para a celebrar os 30 anos da companhia.

Durante um ensaio ontem à tarde, o cavaleiro andante mais despassarado de todos chegou vestido de motoqueiro e com o casaco do avesso, montado numa motorizada Famel, fazendo-se acompanhar do fiel Sancho Pança, com a sua bicicleta BMX.

Dom Quixote com indumentária dos tempos modernos, onde para além dos livros, conta com uma televisão e um rádio, decide partir para várias aventuras, na procura da sua idealizada Dulcineia.

O espectáculo, com cerca de 75 minutos, é marcado por humor e interacção com o público, que quase é convidado para fazer parte da viagem que vai do século XVI ao XXI, entre o lugar imaginário de La Mancha, vários lugares do Mondego e até à Guiné.

A aventura inclui a Governanta e a Sobrinha, que encarnam várias personagens ao logo de mais de uma hora de batalhas, desafios e adversidades, sugeridas pelo que Dom Quixote ia lendo nos livros.

O último devaneio leva-o a sonhar com a ida à lua, até que a sua mente volte a retirar-se para um lugar secreto, onde percebe que afinal já não existem cavaleiros andantes.