Coimbra  16 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Docas do Parque Verde em funcionamento até ao Verão

26 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Docas do Parque Verde em funcionamento até ao Verão

O Parque Verde do Mondego / Docas vai voltar a ter estabelecimentos de restauração já este Verão, uma vez que as três empresas acabaram de assinar os contratos para atribuição do direito de exploração com a Câmara Municipal de Coimbra.

O presidente da autarquia conimbricense assinou os contratos com as empresas que venceram o concurso público e que irão explorar as quatro fracções no Parque Verde, cujas obras de requalificação já estão concluídas.

Assim, o Executivo municipal aprovou que as fracções B e C fossem adjudicadas à empresa Rive Droite – Comércio de Restauração, Lda., que gere um conhecido restaurante italiano e que actualmente desenvolve a sua actividade no Parque Manuel Braga; a fracção D à empresa Renasceia – Hotelaria e Restauração, Lda. (que apresenta um conceito de gastrobar, apostando nas cozinhas do mundo); e a fracção E à empresa Sabores à Maneira (uma gelataria artesanal, com chás e doces conventuais).

Segundo o Município, estes estabelecimentos devem abrir antes do Verão deste ano. As obras de requalificação e ampliação das “Docas” já estão concluídas e, com a finalização deste procedimento, a Câmara de Coimbra pretende “aumentar a atractividade do Parque Verde do Mondego e dinamizar os espaços de restauração e bebidas existentes”.

“A empreitada foi além da requalificação do edificado, tendo sido construídos quatro novos módulos na cobertura do edifício – passando a ser duplex -, transformando o espaço numa nova configuração. Os quatro volumes têm escadas e sistema elevatório de ligação entre os pisos, com um novo acesso público ao piso térreo, onde cada uma das quatro concessões passará a dispor de instalações sanitárias. As cozinhas foram recolocadas no piso superior, mantendo uma simples copa de apoio, arrecadação e compartimento de lixos no piso térreo”, refere a autarquia.

O objectivo passa, pois, “por devolver aos cidadãos um espaço central da cidade, agora completamente renovado e melhorado, que sempre foi muito apreciado por todos e onde já é possível circular junto ao rio e utilizar as novas instalações sanitárias (09h00-19h00)”, sublinha.

O concurso público, lançado em Maio de 2020, previa a atribuição do direito de exploração de três fracções das “docas”: A, D (estabelecimentos de bebidas ou restauração) e E (estabelecimento de bebidas, café ou geladaria).

A base de licitação do concurso para as fracções A e D era de um valor mensal de 1 000 euros (a que acresce IVA à taxa legal em vigor), enquanto que para a fracção E era de um valor mensal de 500 euros (a que acresce IVA à taxa legal em vigor) e o prazo a contratar de 15 anos, renovável automaticamente por períodos de um ano até ao limite de cinco renovações.

A empresa Renasceia – Hotelaria e Restauração Lda. foi a vencedora do procedimento à fracção D, propondo um valor mensal de 2 500 euros durante o período de Verão e de 1 250 euros durante o período de Inverno. A empresa pretende implementar no espaço um conceito de gastrobar, ou seja, um serviço de bebidas, cozinha ao vivo no 1.º andar, sala de refeições no rés-do-chão e refeições ligeiras, cafetaria e pastelaria ligeira e gelados na esplanada. A ideia passa, ainda, por trazer para o espaço as cozinhas de todo o mundo, ter um bar autoral e uma animação baseada na música ao vivo e/ou gravada com animador. A fracção D tem uma área útil total de 312,24 metros quadrados e uma área exterior total (com passadiço e esplanada) de 402,57 metros quadrados.

Já no que diz respeito à fracção E, a proposta mais vantajosa foi a da empresa Sabores à Maneira, indicando como pagamento mensal os 1 550 euros durante todo o ano. Nesse espaço irá, pois, nascer uma gelataria artesanal, com doces conventuais e chás de diversas origens. A empresa propõe ainda actividades de animação associadas a datas comemorativas, acções de diversão para crianças e famílias, organização de ‘workshops’ e iniciativas de colaboração com os restantes operadores do Parque Verde do Mondego. A fracção E tem uma área útil total de 60,07 metros quadros e uma área exterior total (com passadiço e esplanada) de 420,53 metros quadrados.

As restantes fracções, a B e a C (estabelecimentos de bebidas ou restauração), vão acolher um restaurante italiano, que actualmente desenvolve a sua actividade no Parque Manuel Braga. As duas fracções não entraram no concurso público, uma vez que foi aprovada pelos órgãos municipais a possibilidade de se avançar com um procedimento de negociação para convidar a empresa Rive Droite – Comércio de Restauração, Lda. a ocupá-las, tendo em consideração que as obras de requalificação do Parque Manuel Braga não preveem a continuidade desse estabelecimento. A proposta foi elaborada e a adjudicação do direito de exploração das fracções B e C pela empresa foi aprovada na reunião de Câmara de 17 de Agosto, sendo o valor mensal a pagar pela empresa de 2 000 euros.

Estes contratos foram todos, agora, formalizados, pelo que devem abrir antes do Verão deste ano. Fica a restar então a fracção A, que não recebeu qualquer proposta. Assim sendo, para o espaço que tem uma área útil total de 318,94 metros quadrados e uma área exterior total (com passadiço e esplanada) de 467,92 metros quadrados, a autarquia vai adoptar um procedimento mais simplificado, convidando várias empresas a apresentar propostas, tendo em consideração o conceito pretendido para o local e as adjudicações que, entretanto, vão ser realizadas para os restantes espaços.

Todos estes procedimentos surgem na sequência da aprovação pela Assembleia Municipal, por proposta da Câmara de Coimbra, da abertura do procedimento com vista à atribuição do direito de exploração para estes espaços, ao abrigo da Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro, que aprovou o regime jurídico das autarquias locais.