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Discoteca Vinyl: Sete anos de prisão para autor de tiros

25 de Novembro 2016

O autor de disparos feitos na discoteca Vinyl, em Março de 2008, foi condenado, hoje, pelo Tribunal de Coimbra, a sete anos de prisão.

O arguido estava acusado de cometimento de dois crimes de homicídio na forma tentada e de posse de arma proibida.

“Disparou para um aglomerado de pessoas; as consequências podia ter sido bastante mais graves”, assinalou a presidente de um colectivo de juízes.

Segundo a magistrada judicial, milita a favor do autor dos tiros o facto de as consequências físicas sofridas pelas vítimas não terem sido muito graves.

As vítimas são dois seguranças da outrora discoteca Vinyl, situada, em Coimbra, na avenida de D. Afonso Henriques.

Os disparos terão sido precedidos de um piropo dirigido à namorada de um amigo do arguido, sendo que este, na ocasião, sofreu agressões.

“Tinha uma vida estável e tudo descambou numa noite”, acentuou a juíza, no final da leitura da decisão condenatória.

O arguido, natural da Suécia (filho de pais portugueses), conseguira pôr-se a monte quando se encontrava num dos gabinetes de triagem dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Volvidos alguns anos, o homem acabou por ser detectado no Brasil, onde trabalhava num laboratório de próteses dentárias.

Segundo a defesa, o arguido esteve detido durante mais de dois anos à espera de extradição, que se consumou há quatro meses.

De acordo com um comunicado da PJ, a captura ocorreu na sequência da emissão de um mandado de detenção internacional, emitido pelas autoridades judiciárias portuguesas e cumprido pelas brasileiras.