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Direito de Resposta: Templo em Miranda do Corvo suscita ódio de fundamentalistas

11 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Direito de Resposta: Templo em Miranda do Corvo suscita ódio de fundamentalistas

Exmo. Senhor Director do Campeão das Províncias

Publicou o Campeão das Províncias no dia 8 de Janeiro uma notícia com o título “IPSS de Miranda do Corvo acusada de crimes na obra do Templo Ecuménico “onde é lesada a imagem pública da Fundação e do signatário enquanto representante da instituição.

Esta notícia foi publicada sem audição dos visados.

Ao abrigo da legislação aplicável e da Lei da Imprensa solicitamos a publicação do seguinte esclarecimento com idêntica visibilidade e a mesma fotografia:

Templo suscita ódio de fundamentalistas

O Templo Ecuménico Universalista é uma construção que cumpre todas as normas legais aplicáveis e está devidamente legalizado.

A sua construção foi considerada nos termos legais de “relevante interesse público”.

Este processo judicial nasceu de actividade persecutória da Câmara Municipal contra a Fundação tendo iniciado um processo judicial por termos arrancado os eucaliptos nos terrenos envolventes ao Templo. Substituímos os eucaliptos por plantas autóctones e plantámos mesmo árvores de fruto como oliveiras e romãzeiras. Deveríamos ter tido um prémio por arrancarmos os eucaliptos, mas a autarquia optou por nos perseguir ameaçando com uma coima no valor máximo de 5 milhões de euros, em 23/02/ 2016. Nessa fase tentaram parar a obra o que só não aconteceu porque obtivemos um parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Sendo o Templo um monumento dedicado à construção da paz, promovendo a tolerância, o respeito pelos diferentes, defendendo a liberdade de crer e de não crer, homenageando as vítimas da intolerância religiosa é natural que suscite o ódio de fundamentalistas.

Recordamos que criminosos fizeram um ataque ao site da Fundação onde colocaram uma imagem minha (Jaime Ramos) enforcado no Templo.

Há quem queira ver no Templo uma intenção obscura, com origem em cabalas ligadas á maçonaria, criando teorias de conspiração contra a Igreja Católica, como comprovam algumas publicações na net e redes sociais.

Sabíamos quando iniciámos esta construção, única no mundo, que suscitaria muitos apoios e aplausos, mas que também levantaria ódios e fantasmas.

O fundamentalismo do Ministério Público a proferir esta acusação constitui um absurdo jurídico que o coloca ao serviço de forças obscurantistas.

A Fundação fez um investimento de “relevante interesse público“ promovendo valores humanistas e civilizacionais.

Com a construção do Templo não obteve qualquer benefício, nem causou prejuízos a ninguém, realizando uma obra de pura filantropia na promoção de ideais de paz entre povos e culturas.

O Templo é também importante para o desenvolvimento regional no âmbito do turismo religioso e filosófico.

Lamentamos que nesta guerra irracional contra a Fundação se tentem “sujar“ pessoas sérias como os donos da empresa construtora (Sr. Luciano Martins e Sr. Eng.º Marco Martins) , da Sra. Eng.ª Gabriela Morais trabalhadora da Fundação e, como vítima colateral, o Sr. Dr. Sérgio Seco vereador da autarquia.

Pedimos que divulgue os dois factos que sustentam a acusação contra a Fundação.

1.º facto – O projecto inicial do Templo tinha a porta de entrada virada a NW(noroeste) tendo a Fundação decidido mudar para NE (nordeste). Esta alteração foi legalmente aprovada.

2.ª facto – Inicialmente a Fundação tinha previsto construir o Templo em cerca de 7.000 m2 de terreno. Posteriormente a esta aprovação a Câmara obrigou que a Fundação garantisse uma área de protecção contra incêndios de 50 metros de raio em redor da construção ou seja de uma área superior a mais 15.000 m2. Perante esta imposição da autarquia a Fundação foi obrigada a comprar terrenos em redor. Nestes terrenos com cerca de 30.000 m2, decidiu a Fundação arrancar os eucaliptos, para plantar oliveiras, romãzeiras, tílias e permitir a regeneração autóctone.

O Ministério Público perante estes dois factos decidiu acusar a Fundação (e o signatário como representante) de um “crime de violação de regras urbanísticas“.

Admitimos que uma qualquer pessoa sensata, perante os dois factos, considere que estamos perante uma acusação ridícula e risível.

A Fundação ficará na História por ter construído o primeiro Templo Ecuménico no Mundo e ser em Portugal a primeira organização acusada de crime por arrancar eucaliptos e promover a regeneração vegetal autóctone.

Sentimos a perseguição de que somos alvo como elogio a quem faz obra e aponta caminhos e valores humanistas com futuro.

Felicitamos o Ministério Público por proteger o Estado de Direito e o Segredo de Justiça como é bem evidente na torpe divulgação da acusação pela agência noticiosa Lusa.

Grato pelo tratamento noticioso apresento os nossos melhores cumprimentos.

O Presidente do Conselho de Administração

Jaime Ramos

Médico