Coimbra  9 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Diogo Vale e Daniel Azenha na luta pela liderança da AAC

11 de Novembro 2019

O actual presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), Daniel Azenha, já tinha apresentado a sua recandidatura ao cargo, tendo agora como oponente o estudante de Medicina Diogo Vale.

As duas listas concorrem às eleições de dia 19 para a AAC, uma que promete continuidade e outra que pretende a ruptura com a actual Direcção-Geral.

Daniel Azenha, aluno de mestrado em Geografia Humana, encabeça a lista A – Académica Contigo; enquanto que Diogo Vale, estudante do 4.º ano de Medicina, lidera a lista R – Reerguer a Academia, procurando uma ruptura com uma liderança que diz ser pouco transparente e proactiva.

Daniel Azenha, de 24 anos, já vai no terceiro ano na Direcção-geral (foi dois anos vice-presidente) e decidiu avançar para uma recandidatura por “uma vontade pessoal” e pelo encorajamento de vários colegas em continuar o trabalho desenvolvido no primeiro ano.

“Um ano é curto para incutir uma ideia na AAC e deixar o meu legado”, explicou à agência Lusa o estudante do 2.º ano de mestrado em Geografia Humana.

Já Diogo Vale, da lista R, candidata-se porque constata que “a actual Direcção-Geral não está a conseguir fazer face aos muitos problemas dos estudantes da Universidade de Coimbra”, criticando a actual liderança da AAC por não ser transparente, não consultar os estudantes antes de tomar decisões e de pouco fazer em torno de causas como a acção social ou o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES).

No plano político, o actual presidente da DG/AAC pretende continuar a reivindicar por mais e melhores residências universitárias, um plano para acabar com as propinas e uma revisão do RJIES (para aumentar a representação dos estudantes nos órgãos de gestão das universidades) já no

primeiro ano da legislatura do actual Governo, entregando a sua própria proposta de revisão à tutela.

Relativamente às propinas, Daniel Azenha considera que esta “é uma clara barreira” no acesso ao Ensino Superior e não acredita que com um Parlamento onde o PS está reforçado seja mais difícil eliminá-la.

“Queremos pedir um esclarecimento relativamente à vontade do Governo em relação à propina”, disse o candidato da lista A, referindo que a postura da AAC com o Governo será de “diálogo”, por entender que “não há motivo para um corte [de diálogo], apesar de ser preciso fazer algumas iniciativas que choquem e chamem a comunicação social”.

O candidato da lista R também elenca as propinas e a revisão do RJIES como problemas que têm que ser discutidos, discordando, no entanto, da postura da actual Direcção-Geral, considerando-a “ingénua” perante o Governo e acusando-a de não ter feito uma única acção sobre a revisão do RJIES “nos últimos tempos”.

A AAC, sublinhou Diogo Vale, deveria “estar a organizar os estudantes em torno das causas”, notando que, no Dia do Estudante, este ano, foi feita “uma acção apenas com membros da Direcção-Geral” para protestar contra a ausência de prato social nas cantinas amarelas (reabertas recentemente).

“Essa acção não foi discutida em Assembleia Magna”, criticou o estudante de Medicina, apontando também para o caso do fim da carne de vaca na Universidade de Coimbra, em que o actual presidente disse que os alunos apoiavam a decisão, quando a comunidade estudantil não foi auscultada.

As eleições, no dia 19 (terça-feira), decorrem das 09h30 às 19h00, informou o presidente da Comissão Eleitoral, João Bento.

Pela primeira vez, as eleições contam com uma urna para voto antecipado, na quinta-feira (14), no edifício da Associação Académica de Coimbra, aberta entre as 09h30 e as 00h00.

Para as eleições da AAC, há um universo de cerca de 23 500 eleitores.

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