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Detido em Vigo o suspeito de homicídio em discoteca de Coimbra

25 de Janeiro 2017 Jornal Campeão: Detido em Vigo o suspeito de homicídio em discoteca de Coimbra

Um jovem, de 21 anos, suspeito de ter assassinado um segurança de uma discoteca, em Coimbra, foi detido, hoje, em Vigo (Galiza, Espanha), segundo anunciou a Directoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ).

Júnior Souza, de nacionalidade brasileira, é suspeito de ter abatido a vítima com nove disparos de arma de fogo, ao início da manhã do dia 08 de Janeiro (pouco antes das 08h00), quando a discoteca já tinha encerrado.

A detenção foi efectuada pela Polícia Nacional de Espanha, em cumprimento de um mandado de detenção europeu, emitido pelo Ministério Público (através do DIAP de Coimbra), tendo ela contado, para o efeito, com a colaboração de elementos da Directoria do Centro da Polícia Judiciária que se deslocaram ao país vizinho.

A vítima, Ismael Soares, com cerca de 30 anos, natural da Guiné-Bissau, fazia habitualmente serviço de segurança na discoteca Avenue, na avenida de Afonso Henriques, em Coimbra, no exterior do qual se verificou o tiroteio.

Os primeiros tiros ocorreram a partir de uma viatura em andamento, presumivelmente conduzida por um amigo do agressor, mas, segundo diversos relatos, o atirador regressou ao local e fez novos disparos sobre a vítima (quando esta já estava em agonia).

O crime ocorreu após uma altercação no interior do estabelecimento entre a gerente da discoteca e uma cliente, supostamente namorada do presumível autor do homicídio.

Ismael Soares interveio para pôr termo à situação e expulsar a referida cliente da discoteca, acabando por ser atingido mortalmente pelo indivíduo brasileiro.

Tratou-se de uma cena canalha, ilustrativa da inadmissível violência que prolifera a coberto do egoísmo assente no lastimável desprezo pela vida humana.

Júnior Souza possui cadastro por tráfico de droga e por uma quezília, ocorrida, em Setembro de 2013, na praça da República (Coimbra), cujo desfecho consistiu em troca de tiros.

Ismael Soares foi descrito, pelo vereador substituto David Silva (PS), como “um exemplo do que é integração, social, cultural e até racial”.

Segundo David Silva, Ismael Soares conciliava a função de agente de segurança privada – exercida, sobretudo, à noite – com a actividade de pintor da construção civil.

Desde a ocorrência do assassinato, as autoridades portuguesas estavam em contacto com polícias internacionais para evitar a eventual fuga do presumível homicida para o Brasil.