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Daniel Azenha eleito presidente da Associação Académica de Coimbra

19 de Dezembro 2018

A segunda volta das eleições para a presidência da Associação Académica de Coimbra (AAC) ditou a vitória de Daniel Azenha, candidato da lista C (Contigo Somos Académica), com 53,4 por cento dos votos.

O estudante da Faculdade de Letras de Universidade de Coimbra (FLUC) e vice-presidente da Direcção-Geral cessante venceu com uma curta diferença para a sua opositora, Mariana Rodrigues, da lista P (Preto no Branco), uma vez que o número de boletins que os separavam (448) era superior ao número votos por envelope (185), não sendo necessária a sua contagem, explicou à agência Lusa o presidente da Comissão Eleitoral, Jorge Graça.

A segunda volta das eleições teve lugar na segunda e terça-feira, tendo votado 7 014 estudantes, menos 1 700 do que no primeiro acto eleitoral, e com uma abstenção de 69 por cento, revelam os resultados da Comissão Eleitoral. A percentagem de votos nulos foi de 2,1 por cento, enquanto que de votos brancos ficou nos 3,86 por cento (que não são considerados para a contabilização da votação final).

Daniel Azenha, de 23 anos e natural da Figueira da Foz, é licenciado em Geografia pela Faculdade de Letras (FLUC) e encontra-se a terminar o mestrado em Geografia Humana, Planeamento e Territórios Saudáveis pela mesma Faculdade. Foi presidente do Núcleo de Estudantes da FLUC, em 2015, e um dos impulsionadores do programa “Académica Start UC”, uma iniciativa de empreendedorismo e que está, este ano, na sua 3.ª edição.

“Acredito convictamente num novo projecto para a AAC, consolidando o trabalho realizado nos últimos anos em prol da academia e envolvendo os cerca de 23 000 estudantes na discussão dos problemas crónicos do Ensino Superior”, referiu na altura da campanha, admitindo que avançou com a candidatura por “sentir apoio constante da Academia na prossecução destes objectivos”.

A primeira volta das eleições também já tinha dado a vitória à lista C, liderada por Daniel Azenha, que esteve perto de atingir a maioria absoluta (49,98 por cento) para a Direcção-Geral. No primeiro acto, a lista C já tinha vencido as eleições para a assembleia magna, em que registou 51,61 por cento dos votos.

A primeira volta decorreu a 26 e 27 de Novembro e foram necessárias quase duas semanas para se saber o seu resultado, depois de o processo ter sido suspenso por suspeita de irregularidades no acto eleitoral, face à inexistência da acta inicial que contabilizava o número de boletins de voto.

Após terem sido apresentadas suspeitas de irregularidades nas eleições para a Direcção da AAC, o Conselho Fiscal decretou a substituição do presidente da Comissão Eleitoral (que passou a ser liderada pelo presidente da órgão de fiscalização da AAC) e ordenou uma contagem quantitativa dos votos para validar o ato eleitoral.

A contagem quantitativa acabou na madrugada do dia 07 e “todas as urnas cumpriam” com as regras definidas pelo Conselho Fiscal, que tinha estabelecido uma margem de erro inferior a um por cento por urna e de dois por cento para a votação global em relação aos cadernos e actas eleitorais.

Daniel Azenha sucede a Alexandre Amado, que foi presidente da direção-geral da AAC nos últimos dois anos.

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