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Cultura critica demora no restauro do mosteiro de Santa Clara-a-Velha

24 de Julho 2018

As obras de restauro do mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, que sofreu inundações em 2016, continuam por arrancar devido a demora na aprovação do projecto, disse, hoje, a directora regional de Cultura.

O projecto para reabilitação do monumento, fortemente afectado pelas cheias de 2016, foi apresentado em Outubro de 2017 à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e à Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, mas, volvido quase um ano, a directora regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, ainda está “à espera” de aprovação.

“Neste momento, ainda não tenho resposta da CCDR quanto à aprovação deste projecto”, afirmou, mostrando-se “bastante aborrecida” com a situação, pelo facto de o mosteiro de Santa Clara-a-Velha estar “subaproveitado” há dois anos.

Segundo Celeste Amaro, é impossível utilizar o espaço à noite porque o sistema de iluminação falha e uma pessoa de cadeira de rodas não consegue visitar sozinha o interior do monumento, pois os elevadores não funcionam desde as inundações.

Se o projecto tivesse sido aprovado, “já se esperaria haver tempo de abrir concurso público e de a obra arrancar”, vincou a directora regional de Cultura do Centro, que falava aos jornalistas durante uma conferência de Imprensa de apresentação do projecto “Summertime Jazz no Mosteiro”.

“Acho que é tempo de mais; não se justifica andarmos aqui a empatar; sei que pode haver muitas obras com a Comunidade Intermunicipal, mas não justifica que haja uma obra da Administração Central indispensável e fundamental para Coimbra a arrastar-se no tempo”, sublinhou, referindo ter dado conhecimento da situação ao ministro da Cultura.

Celeste Amaro referiu que para este projecto não foram retiradas verbas a empreitadas dos municípios, mas a obras da Direcção Regional de Cultura do Centro (DRCC), sendo que os trabalhos – intervenção no sistema eléctrico e de drenagem, elevadores e sistema de protecção contra as cheias – terão um custo de cerca de 350 000 euros.

“Esta obra é fundamental, antes que haja outra inundação”, defendeu. Já em Janeiro de 2017, a DRCC esperava que as obras de recuperação do mosteiro arrancassem no Verão desse ano.

 

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