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Cuidados Continuados: Região Centro vai ter mais 142 camas

1 de Março 2018

Rosa Reis Marques discursou durante a abertura do Encontro “Cuidar em Casa”

 

A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) no âmbito da região Centro vai aumentar, este ano, a sua capacidade em 142 camas.
A medida foi anunciada, ontem, pela presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, Rosa Reis Marques, na abertura do Encontro “Cuidar em casa”, promovido pela Equipa Coordenadora Regional da RNCCI da ARSC.
Na região Centro, a RNCCI dispõe, actualmente, de 65 unidades de internamento, com 2 291 camas nas diferentes tipologias de cuidados e 66 equipas domiciliárias de Cuidados Continuados Integrados (846 lugares).
Rosa Reis Marques indicou que os novos lugares irão beneficiar zonas mais carenciadas deste tipo de cuidados.
Em relação às Equipas de Cuidados Continuados (ECC) no domicílio, a funcionar integradas nas unidades nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) com enfermeiros e outros profissionais especializados nas áreas da reabilitação, nutrição, psicologia e serviço social, a gestora anunciou estar em curso a colocação de mais 103 enfermeiros nos CSP da região.
Organizado pela Equipa Coordenadora Regional da RNCCI da ARS/Centro, o Encontro “Cuidar em casa” debateu a importância de levar os Cuidados Continuados Integrados ao domicílio do doente, evitando, sempre que possível, a sua deslocação.
O coordenador nacional da reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados Continuados Integrados defendeu que o futuro do sector passa pela prestação de cuidados em casa.
Segundo Manuel Lopes, cuidar em casa vai ser “um dos mais importantes complementos aos restantes cuidados e, provavelmente, irá ser aquele que mais se vai desenvolver no futuro próximo”.
Trata-se de uma “mudança de paradigma, não tenho dúvidas sobre isso, e estou em crer que vai cumprir alguns critérios muito interessantes: torna os cuidados mais baratos, com menos riscos [do que nos hospitais] e vai aumentar a satisfação dos pacientes”, disse o referido coordenador, citado pela Agência Lusa.
Actualmente, são cuidadas em casa, diariamente, mais de 6 000 pessoas, número que tem vindo a aumentar, indicou Manuel Lopes.
O coordenador nacional da reforma do SNS na área dos Cuidados Continuados Integrados disse ainda que, em breve, vai sair um manual de orientações para os profissionais de saúde apoiarem os cuidadores informais, “investidos no desempenho de um papel muito importante”.
“Se olharmos para as pessoas que estão a ser ajudadas pelas Equipas de Cuidados Continuados Integrados, temos mais de 6 000 cuidadores informais, mas há quem diga que o número ultrapassa 50 000”, concluiu Manuel Lopes.

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