Coimbra  12 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Cruz Vermelha de Coimbra apoia crianças afectadas por catástrofes

4 de Novembro 2019

A Cruz Vermelha de Coimbra está a desenvolver, em várias escolas da região Centro do país, um Programa de Resiliência para Crianças Afectadas por Catástrofes para dar resposta às famílias atingidas pelos incêndios de 2017.

Gonçalo Órfão, coordenador do projecto Fénix, explicou, em declarações à agência Lusa, que o plano de acção é ajustado “às necessidades dos concelhos envolvidos”, neste caso Oliveira do Hospital, Arganil e Tábua, no distrito de Coimbra, e Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra e Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

“Em alguns locais fazemos consultas individualizadas e, em outros, sessões de grupo na comunidade, nomeadamente em escolas”, acrescentou o responsável, salientando que o plano envolve os alunos do 1.º e 2.º ciclos dos concelhos abrangidos, através dos respectivos Agrupamentos Escolares.

O projecto pretende dar resposta no âmbito da saúde mental e psicossocial associada a catástrofes, em particular aos mais novos e às famílias atingidas pelos incêndios em 2017.

Na prática, o projecto denominado Fénix “promove competências para gestão de emoções em situações de catástrofe futuras e normaliza os sintomas decorrentes da exposição a situações de excepção”.

O trabalho de campo envolve uma equipa multidisciplinar constituída por dois psicólogos a tempo inteiro, uma assistente social e um enfermeiro, além do médico e coordenador Gonçalo Órfão.

Entre as principais acções dinamizadas, o coordenador do projecto destaca o apoio às Equipas de Saúde Mental Comunitária e a implementação de um programa de resiliência para crianças em contexto escolar.

“Temos particular atenção aos casos de crianças, uma vez que em cenários de crise e catástrofe ficam particularmente em risco e dependentes do cuidado dos adultos”, salientou Gonçalo Órfão.

Financiado pela Direcção Geral de Saúde com 50 000 euros, o programa começou a ser implementado no início deste ano lectivo e vai desenvolver-se até Março de 2020.

“A sua continuidade terá de ser avaliada mediante as necessidades”, frisou Gonçalo Órfão.

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