Coimbra  14 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Critical lidera actualização de guia para a Agência Espacial Europeia

30 de Agosto 2019

A Critical Software e a empresa Rovsing vão liderar o processo de actualização do guia de “Verificação e Validação Independente de Software” (ISVV) da Agência Espacial Europeia.

A empresa conimbricense assume esta responsabilidade, depois de já ter participado na criação do primeiro guia para a indústria espacial europeia, em 2006.

“Este novo guia definirá como deverão ser executadas as actividades de ISVV nos sistemas de software dos programas espaciais da ESA. Desta forma, profissionais independentes e empresas podem verificar se o software funciona de acordo com os objectivos estabelecidos e perceber se há falhas ou melhorias de fiabilidade a implementar”, explica a Critical, adiantando que, “desde 2008 que o anterior manual não sofre alterações”.

A versão a ser actualizada pela Critical e pela Rovsing seguirá as regras de formatação da “European Cooperation for Space Standardization”, bem como vai ter em conta as observações da indústria e da ESA em projectos anteriores, incluindo as mais recentes tecnologias e processos de desenvolvimento de software.

“A Critical Software foi uma das primeiras empresas europeias a oferecer serviços de ISVV e o facto de estarmos a liderar esta iniciativa é uma prova do reconhecimento que as nossas competências e experiência têm no mercado”, afirma Nuno Pedro Silva, responsável da tecnológica conimbricense para esta iniciativa.
Segundo o colaborador, a ideia é que este guia possa ser “verdadeiramente útil e eficaz na procura incessante por sistemas seguros e sem falhas, até porque na indústria espacial os acidentes podem ter proporções catastróficas”. Assim, “para garantir que tal não acontece, vamos contribuir com mais de 20 anos de conhecimento e experiência que temos na indústria espacial”, acrescenta.

A Critical Software já fornece soluções para o mercado espacial desde 1998, ano em que foi fundada – a ESA e a NASA foram dois dos primeiros clientes da empresa. Desde então, a multinacional já esteve envolvida em mais de 20 missões espaciais.
De salientar que a experiência da Critical Software na área da verificação e validação independente de sistemas críticos não se restringe à indústria espacial. Os sectores da aeronáutica, dos dispositivos médicos e da ferrovia são outros exemplos onde a tecnológica portuguesa aplica as metodologias de ISVV.

Critical TechWorks estima atingir 1 000 trabalhadores em 2020

A Critical TechWorks, uma sociedade detida pela BMW (51 por cento) e a Critical Software (49 por cento), tem já 500 trabalhadores em Lisboa e no Porto, mas a expectativa é que atinja os 1 000 já em 2020.

Paulo Guedes, administrador financeiro da sociedade, revelou à agência Lusa que o projecto “começou com 100 pessoas, mais ou menos, e este ano já chegou a mais de 500 engenheiros de ‘software’”, número que deverá duplicar em 2020”.

A empresa pretende ter 500 engenheiros no Porto e outros 500 em Lisboa, adiantou o responsável fazendo um balanço do primeiro ano de actividade da sociedade.

“Estamos em três áreas”, indicou Paulo Guedes, detalhando que a sociedade trabalha na “conceptividade do veículo”, na área de serviços digitais e no segmento de ‘business IT’, ou seja, no suporte dos processos das organizações”, com tecnologia para actividades desde o desenho até à venda da viatura, referiu.

Entre Setembro e Dezembro do ano passado, a facturação da empresa ultrapassou os três milhões de euros, sublinhou Paulo Guedes.

“A empresa nasceu muito guiada pela vontade da BMW em liderar a transformação digital da industria automóvel”, pelo que têm trabalhado como “um centro de investigação e desenvolvimento” para a construtora automóvel alemã, explicou Paulo Guedes.

Apesar da desaceleração da economia alemã e da indústria automóvel naquele país, o administrador salientou que os pedidos feitos à Critical TechWorks têm sido “superiores à capacidade”.

Em Março, a BMW dava conta do objectivo de ter até “perto de 600” pessoas a trabalhar nos centros tecnológicos Critical TechWorks em Lisboa e no Porto até ao final do ano.

Já em Julho, a empresa, que estava também já instalada no Porto desde Setembro de 2018, anunciou uma mudança para o Edifício dos Correios na cidade e a contratação de mais 500 trabalhadores.

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