Coimbra  27 de Maio de 2019 | Director: Lino Vinhal

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“Crise académica”: Alberto Martins deixa mensagem de esperança

24 de Abril 2019

Alberto Martins (ao centro), ex-presidente da AAC, é um dos antigos dirigentes distinguidos

Alberto Martins, que presidia, há 50 anos, à Associação Académica de Coimbra, considerou, ontem (23), que cabe aos jovens ter esperança e exortou-os a ousarem sonhar e a construírem o futuro.

De resto, acrescentou, “o futuro é de quem sabe merecê-lo”.

Antigo governante, o jurista fez uso da palavra, no Teatro Académico de Gil Vicente, por ocasião da entrega do estatuto de sócios honorários da AAC aos membros dos corpos gerentes da instituição em 1969, recentemente aprovada pela Assembleia Magna.
A antiga DG da Associação Académica era constituída por Alberto Martins, Celso Cruzeiro, José Salvador, José Gil, Matos Pereira, Fernanda Bernarda e Osvaldo Castro, cabendo a presidência da Mesa da AG a Décio Sousa e a do Conselho Fiscal a Carlos Baptista.

Perante João Nuno Calvão da Silva, vice-reitor da Universidade de Coimbra, Carlos Cidade, vice-presidente da Câmara conimbricense, e Bruno Paixão, representante da Fundação INATEL, o timoneiro da AAC, Daniel Azenha, enalteceu a atitude altruísta dos protagonistas da “Crise académica” de 1969.

A revolução de 25 de Abril, cujo 45º. aniversário se comemora quinta-feira, teve na “Crise académica” de 1969 o seu prenúncio, vincou o dirigente associativo.

A gala realizada, anteontem, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), começou com a actuação do Orfeon Académico de Coimbra e passaram, também, pelo palco, o Círculo de Iniciação Teatral da Academia (CITAC), o Grupo de Fados e Guitarradas da Secção de Fado da AAC e o Grupo de Fados “Presença de Coimbra”.

“Coimbra é uma lição / de sonho e tradição (…) / e aprende-se a dizer saudade” foi o tema de fecho da actuação a cargo do Orfeon Académico, com a particularidade de ter sido entoado por centenas de pessoas que acorreram ao TAGV.