Coimbra  11 de Julho de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Criada Confraria do Arroz Doce de Maiorca

25 de Junho 2020 Jornal Campeão: Criada Confraria do Arroz Doce de Maiorca

Desde o dia 20 de Maio que o famoso arroz doce do Baixo Mondego tem salvaguardada a sua história. Foi constituída a Confraria do Arroz Doce de Maiorca, cujo principal objectivo é, precisamente “promover e divulgar o Arroz de Maiorca , enquanto produto tradicional, de origem e proveniência certificadas”.

A entidade agora constituída, e alicerçada na tradição, “procura contribuir para que a história do Arroz se perpetue, no futuro, em Maiorca e em Portugal”, revela a Confraria, adiantando que outro dos propósitos é a “promoção, divulgação, valorização e defesa cultural e gastronómica do arroz local e regional”.

A história do arroz doce em Maiorca, na Figueira da Foz, conta-se pela tradição de o mesmo “ser levado pelos noivos a casa de todos os convidados do seu casamento, em travessas, que depois eram levantadas, sendo estas acompanhadas com uma retribuição, que ajudava a financiar a boda do seu enlace matrimonial”, uma prática que ainda hoje se mantém.

“Mais recentemente as várias associações e instituições da Freguesia de Maiorca, bem como a Comissão da Igreja confeccionam arroz doce, com alguma regularidade para angariar fundos para melhoramento das suas instalações e para as suas actividades”, realça a Confraria.

Assim, na passada semana (a 19 de Junho), foram eleitos os primeiros órgãos socais da Confraria do Arroz Doce de Maiorca, sendo que a Assembleia Geral é presidida pela Guardiã-Mor Maria Eduarda Borges Silva; o Conselho Fiscal pelo auditor relator José Manuel Cunha Carvão e a Chancelaria liderada pela Chanceler-Mor Matilde Conceição Cabete Azevedo.

A madrinha da Confraria é Olga Cavaleiro, que preside actualmente à Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, e que “deu todo o apoio burocrático para a formalização desta nova entidade”.

Os trajes da Confraria do Arroz Doce de Maiorca também já estão definidos. A capa irá ter a cor verde dos campos de arroz , com uma mais pequena onde serão bordados uma espiga de arroz e no pé dois paus de canela. Ao fundo da capa principal irá existir uma barra preta, uma vez que por tradição, em Maiorca, todas as saias de cerimónia tinham esta barra. A capa irá combinar com um chapéu da mesma cor com uma fita branca e castanha. Já a medalha irá homenagear as pontes de Maiorca que se localizam nos campos da localidade, banhados pelo Baixo Mondego e onde existem os arrozais onde se produz o arroz carolino.