Coimbra  24 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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CpC vai debater e analisar políticas de inclusão em Coimbra

6 de Março 2019

O movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) vai debater e analisar as políticas de inclusão do Município com um evento no sábado, querendo ainda este ano integrar a rede internacional “Cidades Sem Medo”.

O debate, no sábado, pelas 17h00, no Instituto Justiça e Paz, em torno das políticas de inclusão, conta com a participação do director do Serviço Jesuíta aos Refugiados, André Costa Jorge, e do investigador do Centro de Estudos Sociais Bruno Sena Martins, bem como de dirigentes de associações que trabalham com refugiados, cidadãos de etnia cigana e brasileiros.

Segundo o coordenador do movimento, Jorge Gouveia Monteiro, o Cidadãos por Coimbra vai tomar o pulso às políticas de inclusão da cidade, pretendendo debatê-las e aprofundar a sua análise, por forma a surgirem em propostas em torno deste campo.

“As cidades do futuro são, sobretudo, aquelas com capacidade para acolher as pessoas”, vincou o responsável, que falava, hoje, numa conferência de Imprensa, referindo que esta reflexão em torno das políticas de inclusão de Coimbra deverá ser acompanhada por uma integração do movimento na rede internacional “Cidades Sem Medo”, ainda este ano.

Esse movimento “municipalista global” teve origem em Barcelona, onde foi organizada a primeira cimeira “Cidades sem Medo”, em Junho de 2017, tendo como objectivo partilhar ferramentas, conhecimentos e experiências, e combater a política do ódio e do medo com políticas locais que permitam reduzir as desigualdades.

Nesse sentido, o CpC prevê ainda este ano, em Outubro, realizar uma iniciativa com a participação de outras cidades desse movimento, em Coimbra, referiu. Para o debate, o movimento apela à participação de técnicos municipais, bem como de membros de diferentes comunidades representadas na cidade.

“Propomo-nos a examinar com luz forte e fria as políticas de integração dos homens e mulheres africanos, ciganos, eslavos, brasileiros, cidadãos do Médio Oriente e de muitas outras proveniências, presentes hoje em Coimbra. Como vivem, onde habitam e trabalham, que escolas frequentam, a que bens culturais acedem, que imagem têm da cidade e da sua governação”, refere o movimento.

No sábado, o CpC comemora, também, o seu sexto aniversário, com um jantar após o debate, no Instituto Justiça e Paz.

 

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