Coimbra  24 de Julho de 2021 | Director: Lino Vinhal

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CpC diz que a Câmara de Coimbra decide sem que tenha “ouvido alguém”

19 de Julho 2021 Jornal Campeão: CpC diz que a Câmara de Coimbra decide sem que tenha “ouvido alguém”

O movimento “Cidadãos por Coimbra” (CpC) diz ter confirmado que a Câmara faz a intervenção no Largo da Sé Velha e no Quebra Costas sem que “tenha ouvido alguém”.

O CpC, que tem Jorge Gouveia Monteiro como primeiro candidato ao Município, diz ter pedido à Direcção Regional de Cultura do Centro a consulta do processo, pedido este que foi prontamente atendido. “Entendemos que a crítica deve ser exercida de forma informada e fundamentada no conhecimento dos processos e das decisões tomadas pelos vários intervenientes”, justifica.

“Lamentavelmente, esta consulta vem confirmar o que se suspeitava – não se encontra registo de que a Câmara tenha ouvido alguém: nem os proprietários do edificado, nem os responsáveis pelas unidades comerciais e de restauração, nem a população em geral, nem mesmo a Associação RUAS, órgão responsável pela gestão do bem inscrito na lista do Património Mundial Universidade de Coimbra – Alta e Sofia”, refere o CpC.

Para o CpC”, “ao comportar-se como único detentor das soluções para os espaços públicos, a Câmara Municipal fere um princípio básico da intervenção em espaços de grande valor patrimonial e identitário de uma cidade: o da aceitação e reconhecimento pela comunidade das soluções urbanas a adoptar”.

O movimento chama ainda a atenção para o facto de a DRCC “ter colocado reservas às soluções relativas ao condicionamento de tráfego e estacionamento automóvel, à acessibilidade e mobilidade, à densidade, desenho e forma de elementos arquitectónicos, como passadeiras”.

“O CpC considera urgente substituir o que se configura como uma postura autossuficiente por parte da Câmara Municipal por uma prática de auscultação e valorização das opiniões de todos os envolvidos, quer da população quer das outras entidades, com o tempo necessário à construção de cada intervenção como uma verdadeira e necessária obra colectiva, defende o movimento.