Coimbra  25 de Maio de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Covid-19: Portugal tem taxa de mortalidade inferior à maioria dos países europeus

15 de Abril 2020

Portugal regista uma taxa de mortalidade de cerca de 5,5 por 100 mil habitantes devido à covid-19, número inferior ao da maioria dos países da Europa, afirmou António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde.

António Sales referiu que esse indicador é mais baixo na Alemanha e Áustria e considerou que Portugal deve “assumir de forma responsável a curva em planalto” do progresso da pandemia.

“Não nos comparamos com outros países, esta é uma luta global, não é uma disputa de números ou de países”, ressalvou, considerando que o estado da covid-19 em Portugal “é uma consequência do excelente comportamento e do excelente sinal de civismo que o povo português tem dado”.

Diogo Cruz, subdirector-geral da Saúde, reafirmou que a contabilidade das vítimas mortais da covid-19 em Portugal poderá significar “um número de óbitos maior comparativamente com outros países” que as contabilizam de forma diferente.

“Nós neste momento estamos a considerar e a classificar mortalidade por covid-19, para efeitos deste surto em particular, todas as pessoas que faleçam por covid, independentemente da causa básica” da morte estabelecida pela classificação internacional da mortalidade.

“Aquilo que nós temos visto até ao momento é, de facto, o aplanar da curva e que as medidas tomadas foram adequadas, pelo menos para aquilo que nos propusemos”, afirmou, sem avançar com nenhuma previsão de quando as medidas de restrição de movimentos da população poderão ser aliviadas.

Diogo Cruz afirmou que a DGS tem estado a “estudar com um grupo alargadíssimo de académicos, e não só, sobre que medidas e quando poderão ser aliviadas”.

“É um trabalho que tem sido feito há mais de uma semana, que vamos continuar a fazer e diremos quando tivermos essas conclusões”, garantiu.

António Lacerda Sales também não se pronunciou sobre cenários de alívio das medidas mais restritivas: “hoje está a ser feita uma reavaliação do estado de emergência e competirá às entidades, nomeadamente ao Presidente da República, tomar depois decisões em função de alguns aspectos técnicos que serão apresentados”.

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