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Costa Andrade é o primeiro subscritor nacional da recandidatura de Rui Rio ao PSD

22 de Outubro 2021 Jornal Campeão: Costa Andrade é o primeiro subscritor nacional da recandidatura de Rui Rio ao PSD

Costa Andrade, Professor Catedrático jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, vai ser o primeiro subscritor nacional da recandidatura de Rui Rio à liderança do PSD.

O ex-presidente do Tribunal Constitucional também foi, recentemente, o primeiro nome dos apoiantes da candidatura de José Manuel Silva à Câmara, pela coligação Juntos Somos Coimbra, que saiu vencedora.

Em Coimbra, Rui Rio conta com o apoio de Maló de Abreu, enquanto o outro candidato à presidência do PSD, Paulo Rangel, tem na sua Direcção de Campanha o líder distrtal de Coimbra do PSD, Paulo Leitão.

Esta sexta-feira, o presidente do PSD e recandidato ao cargo defendeu que nas próximas eleições directas do partido se vai escolher “o próximo primeiro-ministro”, deixando críticas implícitas ao seu adversário Paulo Rangel.

“Não estamos perante a escolha de um bom tribuno, nem de um eficaz angariador de votos partidários. Estamos perante a responsabilidade da escolha de alguém que tenha capacidade de resiliência, coerência de percurso, experiência e vocação executiva, e inequívocos atributos de liderança” – afirmou Rui Rio, na intervenção inicial da apresentação pública da sua recandidatura no Porto.

Para Rio, “o que está verdadeiramente em causa é a escolha do principal governante de Portugal”.

“De alguém que os portugueses reconheçam com o perfil adequado ao exercício do cargo que vai estar em disputa entre o Partido Social Democrata e o Partido Socialista”, sublinhou.

Rio voltou a citar a máxima do fundador Francisco Sá Carneiro, “primeiro Portugal, depois o partido e por fim nós próprios”

“É com esta máxima e mente, e com o desejo de que o PSD saiba reencontrar a unidade interna que tantos têm procurado destruir, que resolvi voltar a candidatar-me a presidente do PSD”, disse.

No final da sua intervenção de cerca de 15 minutos, Rio deixou críticas à governação socialista, apontando degradação “seja na economia, na saúde, na justiça, na energia”, seja nos serviços públicos, considerando que tal exige “um PSD forte e credível”.

“Um PSD diferente do PS e da sua persistente aliança à esquerda com partidos que chocam de frente com o modelo de sociedade social-democrata, e que só aspiram a alimentar as suas clientelas com mais despesa pública, que todos temos de pagar”, criticou.

Rio reiterou a sua visão de “um PSD moderado, colocado no centro do espetro político nacional e com grande capacidade de diálogo”.

“Um PSD virado para os portugueses e distante das pequenas lógicas partidárias ou da bolha político-mediática que vive de sondagens, que tudo comenta e analisa, mas que passa completamente ao lado dos reais problemas das pessoas”, afirmou.

O presidente do PSD defendeu, para o país, um Governo “que não esteja agarrado ao PCP e ao Bloco de Esquerda e estagnado no tempo da luta de classes” e que entenda as empresas “não como opressoras dos trabalhadores”, mas como entidades que criam emprego.

“Necessitamos de governantes que apoiem as pequenas e médias empresas, em vez de apoiarem as grandes sorvedoras de dinheiros públicos, às quais o PS está sempre pronto a nunca faltar com nada: seja sob a forma de injeções de impostos, como a TAP ou o Novo Banco, seja sob a modalidade de um encapotado perdão fiscal, como no recente caso da venda das barragens da EDP”, criticou.

Como tem insistido em vários dos seus discursos, Rio defendeu que “o país precisa de um Governo e de uma maioria com coragem para reformar”

“Sem coragem e desprendimento pelo poder não há reformas, porque reformar implica arriscar. Implica pôr em causa interesses instalados que quem gere o sistema de que ele próprio vive, jamais tem condições de afrontar”, disse.

Rui Rio anunciou publicamente a sua candidatura, no Porto, exatamente uma semana depois de o eurodeputado Paulo Rangel ter apresentado a sua, em Lisboa.

Até agora, Rui Rio e Paulo Rangel são os dois únicos candidatos anunciados às eleições directas para presidente da Comissão Política Nacional do PSD, marcadas para 04 de Dezembro (com uma eventual segunda volta no dia 11, caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos, o que só poderá acontecer se existirem pelo menos três).