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Convento de S. Francisco: PSD lamenta volume da litigância

7 de Setembro 2017

O líder concelhio do PSD/Coimbra afirmou, hoje, que a posse administrativa das obras do convento de S. Francisco fez “subir bastante” o volume da litigância protagonizada pela Câmara Municipal e pela empresa MRG.
A posse administrativa, accionada em Março de 2014, foi precedida, em Novembro de 2013, por
uma paralisação dos trabalhos.
Para Paulo Leitão, dirigente partidário e vereador (PSD), a transformação do convento de S.
Francisco em Centro de Convenções e Espaço Cultural (CCEC) podia ter sido concluída no
segundo semestre de 2014 (dois anos antes da data em que ocorreu).
A empreitada foi adjudicada à sociedade MRG, em 2010, por 23 milhões de euros.
A empresa alegou a existência de sucessivos atrasos na execução das obras motivados pela eventual
incapacidade de a Câmara decidir, em tempo útil, sobre diversas alterações ao projecto e trabalhos a
executar.
Manuel Machado (PS) repudiou tais afirmações, há três anos e meio, e garantiu que a edilidade
sempre cumpriu com as suas responsabilidades.
A deliberação camarária sobre a posse administrativa foi tomada por unanimidade, embora, em
declaração de voto, o então vereador Raimundo Mendes da Silva (eleito pelo PSD) haja defendido
que a autarquia “deveria ter explorado ainda mais as possibilidades de entendimento com a
construtora MRG”.
Perante esta posição, o líder do Município, Manuel Machado, declinou qualquer responsabilidade e
alegou que, em Junho de 2012, existia informação técnica suficiente para o anterior executivo
camarário (de maioria PSD – CDS/PP) optar pela resolução do contrato.
Leitão disse, hoje, em conferência de Imprensa, que a abertura do CCEC foi retardada para “iludir a
questão” de a autarquia liderada pelo edil do PS se ter “limitado a responder por 20 por cento da
execução dos trabalhos” (exceptuando o estacionamento e obras na igreja).
“Os dados existentes recomendam” que o líder do Município tenha “outro tipo de discurso”, opinou
Leitão, em cujo ponto de vista o registo de Machado sofre do “paupérrimo investimento” efectuado,
pela Câmara, no quadriénio 2013 -17.
O vereador e dirigente partidário lamentou, por outro lado, que o CCEC ainda não desfrute de um
figurino de gestão ajustado à situação, tendo preconizado que ele abranja os agentes culturais da
cidade.
“Temos, hoje em dia, uma gestão autocrática e centralista, incapaz de aproveitar o potencial do
convento de S. Francisco”, alega Paulo Leitão.

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