Coimbra  16 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Condeixa-a-Nova aprova orçamento de quase 17 milhões de euros

4 de Janeiro 2018

A Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova aprovou, na passada semana, o Plano e Orçamento daquele Município para 2018, no valor de 16,8 milhões de euros.

Este valor representa um aumento de 3,9 milhões de euros face a 2017, tendo sido aprovado com os votos a favor dos deputados do Partido Socialista (PS) e da Coligação Democrática Unitária (CDU) e a abstenção do Partido Social Democrata (PSD) e Bloco de Esquerda (BE).

“A subida do valor do orçamento em relação a 2017 resulta da excelente capacidade do Município em captar fundos comunitários, em particular no que se refere ao saneamento básico e ao Plano de Acção de Regeneração Urbana (PARU), permitindo, por um lado, dotar o concelho de cerca de 95 por cento de cobertura de saneamento e, por outro, transformar Condeixa criando condições para o desenvolvimento de um dos seus produtos tradicionais – a cerâmica – com a criação do centro de desenvolvimento cerâmico e ‘hub’ de indústrias criativas, no âmbito do PARU”, explicou Nuno Moita, presidente da Câmara Municipal de Condeixa.

O edil acrescentou, também, que a aposta no desenvolvimento da indústria da cerâmica “vem complementar a centro de ‘coworking’ turístico que se encontra quase concluído e que nasceu de uma parceria entre o Turismo de Portugal, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e a Câmara de Condeixa”.

Refira-se que as transferências de capital atingem em 2018 o valor de quase três milhões de euros, resultante do aumento do número de candidaturas a fundos comunitários aprovadas. Já em relação às verbas a transferir do Orçamento do Estado (OE) verifica-se uma diminuição de 0,75 por cento das receitas totais provenientes do OE de 2009 para 2018.
Nuno Moita assegurou, então, que “o executivo não desiste de prosseguir políticas de desenvolvimento, tendo como visão a afirmação do concelho de Condeixa-a-Nova como comunidade sustentável e sustentada, ancorada no equilíbrio entre a coesão social, qualidade ambiental e desenvolvimento económico”.

O édil garantiu, ainda, a “estabilidade fiscal às empresas e às famílias, assegurando a manutenção da taxa mínima de IMI”, sendo que as estratégias do actual executivo até 2021 se centram em quatro grandes eixos: coesão social, competitividade, coesão territorial e organização municipal e participação cívica. Contudo, a maior fatia do orçamento para 2018 está destinada ao eixo estratégico “coesão territorial”, em particular para as áreas de “Ambiente e Sustentabilidade” e “Desenvolvimento Urbano – Águas, Saneamento e Resíduos Sólidos Urbanos”, representando um peso de quase 60 por cento no total dos montantes previstos. Eficiência energética, aumento da cobertura da rede de saneamento no concelho para 95 por cento e o alargamento da base territorial de incidência das medidas de melhoria das acessibilidades a peões são algumas das medidas previstas.

Do orçamento para 2018 destaque, ainda, para os investimentos na educação e apoio à família, no desporto, na cultura, no lazer, na inovação social e no turismo, além da estruturação do parque temático “Roma dos Pequenitos” e o alargamento do complexo arqueológico de Conímbriga.

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