Coimbra  21 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Concentração de ozono ultrapassou os valores normais na zona de Montemor-o-Velho

26 de Junho 2021 Jornal Campeão: Concentração de ozono ultrapassou os valores normais na zona de Montemor-o-Velho
A zona de Montemor-o-Velho, no litoral do distrito de Coimbra, ultrapassou na sexta-feira, entre as 15:00 e as 20:00, o limiar de concentração de ozono, informou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a CCDRC refere que foi registada na estação de Montemor-o-Velho uma concentração média horária de 182 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³) entre as 15:00 e as 16:00 de hoje, valor superior aos 180 µg/m3 definidos como valor “limiar de informação para este poluente”.

De acordo com sucessivas notas entretanto divulgadas pela mesma entidade, o limiar de concentração de ozono naquela região do Baixo Mondego foi igualmente ultrapassado no período compreendido entre as 16:00 e as 20:00 de sexta-feira.

Na estação de Montemor-o-Velho foi registada uma “concentração média horária de 187 µg/m³” entre as 16:00 e as 17:00 e de 188, 190 e 191 µg/m³, em cada uma das três horas seguintes, respetivamente, indica a CCDRC.

Os valores de concentração de ozono observados podem provocar “danos na saúde humana, especialmente nos grupos mais sensíveis da população (crianças, idosos, asmáticos, alérgicos e indivíduos com outras doenças respiratórias ou cardíacas)”, adverte aquele organismo.

De acordo com a CCDRC, os residentes nos locais afectados devem reduzir ao “mínimo a atividade física intensa no exterior, (sobretudo ao ar livre)”, e evitar “outros fatores de risco, tais como fumar ou utilizar/contactar com produtos irritantes contendo solventes na sua composição”, como, por exemplo, gasolina, tintas e vernizes”.

É igualmente recomendável que os habitantes da área atingida “respeitem rigorosamente tratamentos médicos em curso” e que “recorram a cuidados médicos, em caso de agravamento de eventuais sintomas”, acrescenta a mesma nota.

“A exposição a este poluente afecta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares”, sublinha ainda a CCDRC.