Coimbra  2 de Dezembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Concelhos da região de Coimbra divididos em três níveis de risco

21 de Novembro 2020 Jornal Campeão: Concelhos da região de Coimbra divididos em três níveis de risco

Dos 19 municípios que constituem a região de Coimbra, só três (Góis, Oliveira do Hospital e Tábua) estão nos concelhos de menor risco de contágio, os outros dividem-se entre os novos níveis de risco mais elevado, atribuídos e anunciados, esta tarde, pelo primeiro-ministro António Costa.

Um dia depois de o Presidente da República ter decretado a renovação do estado de emergência, o Governo anunciou as novas medidas e a divisão do país em quatro níveis de risco: “extremamente elevado” (por terem mais de 960 casos por 100 000 habitantes nos últimos 15 dias); “muito elevado” (entre 480 a 960 casos); “elevado” (mais de 240 e até 480 casos); e “moderado” (menos de 240 casos de covid por 100 000 habitantes).

Em “risco extremamente elevado” estão 47 concelhos portugueses mas a região de Coimbra não regista a inclusão de qualquer município. No nível seguinte – “muito elevado”, com 80 municípios – surgem os concelhos de Arganil, Cantanhede, Figueira da Foz, Mealhada, Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Penacova e Penela.

Seguem-se, no nível “elevado” 86 concelhos, entre os quais se incluem, desta região, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Mira, Montemor-o-Velho, Mortágua, Soure e Vila Nova de Poiares (que até aqui tinha ficado de fora das listas do Governo).

Por fim, na lista de concelhos com menos de 240 casos por 100 000 habitantes e, por isso, em risco “moderado” estão 65, dos quais os municípios de Góis, Oliveira do Hospital e Tábua (que sai, aqui, da lista de maior risco onde esteve nas últimas duas semanas).

Para cada um destes níveis o Governo anunciou, hoje, medidas específicas. Em particular, para os de risco “extremamente elevado” e “muito elevado”:

  • circulação proibida na via pública nos dois próximos fins-de-semana e nos feriados de 01 e 08 de Dezembro a partir das 13h00 e até às 05h00;
  • Nas vésperas de feriado – dias 30 de Novembro e 07 de Dezembro – os estabelecimentos comerciais vão encerrar a partir das 15h00;

Para os concelhos dos três primeiros níveis “extremamente elevado”, “muito elevado” e “elevado” aplicam-se, ainda, as seguintes medidas:

  • Mantém-se a proibição de circulação na via pública entre as 23h00 e as 05h00 nos dias úteis;
  • Mantêm-se os horários de encerramento dos estabelecimentos comerciais às 22h00, e os restaurantes e equipamentos culturais às 22h30.

Já para os concelhos em risco moderado, os mesmos devem reger-se pelas medidas decretadas para todo o território continental:

– circulação entre concelhos proibida entre as 23h00 de 27 de Novembro e as 05h00 de 02 de Dezembro, e entre as 23h00 de 04 de Dezembro e as 05h00 de 09 de Dezembro. Esta proibição de circulação entre concelhos acontece nos fins-de-semana que coincidem com as ‘pontes’ dos feriados de 01 e 08 de Dezembro.

O Governo decretou, ainda, para o continente tolerância de ponto e suspensão das actividades lectivas nos dias 30 de Novembro e 07 de Dezembro e apelou também à dispensa dos trabalhadores do sector privado nesses mesmos dias. De acordo com António Costa, em todos esses concelhos serão, ainda, realizadas acções de fiscalização do cumprimento de teletrabalho obrigatório.

Foi, igualmente, decretado o uso obrigatório de máscara nos locais de trabalho no território continental.

Todas as medidas vão ser implementadas com a renovação do estado de emergência, que ocorre às 00h00 de terça-feira (24 de Novembro) e termina às 23h59 de 08 de Dezembro.

António Costa sublinhou que a lista dos concelhos em risco é dinâmica e será revista de 15 em 15 dias, alinhada com a revisão do estado de emergência. Da lista de risco saíram esta semana 15 concelhos, entre os quais Tábua ou Alvaiázere.

O primeiro-ministro avisou, por isso, que os resultados do combate à covid-19 e a desaceleração do ritmo de crescimento de novos casos “são ainda insuficientes” e é preciso continuar o esforço para conseguir alcançar o objectivo pretendido.

 “Temos muito ainda que nos esforçar para podermos alcançar o resultado pretendido”, advertiu, sublinhando que de outro modo “continuará a haver um número de novos casos muito elevado, o que é uma ameaça para saúde de todos, para o funcionamento do SNS e é um desafio muito duro para todos os profissionais de saúde que estão a dar o seu melhor para curarem os doentes que já se encontram infectados”.