Coimbra  19 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Concelhia do PS de Coimbra defende nova Maternidade nos Covões

20 de Junho 2019

A Concelhia do PS de Coimbra votou, hoje, favoravelmente uma moção que defende a instalação da nova Maternidade no Hospital Geral (Covões) e não no edifício dos Hospitais da Universidade, como proposto ao Governo.

Na moção de Hernâni Caniço, deputado municipal e membro do grupo de estudos da Distrital, que foi aprovada já após as 00h00, por maioria, com 49 votos a favor, cinco contra e duas abstenções, lê-se que a “localização da Maternidade/Centro Perinatal tem mais condições (não só políticas) no designado Hospital Geral, por razões de espaço funcional e acesso viário, mantendo e criando a garantia de qualificação dos recursos humanos e tecnológicos disponíveis”.

“É ainda uma forma de valorização e utilidade do Hospital Geral (ex-Centro Hospitalar de Coimbra), em retomar serviços de urgência e emergência de 24 horas (que salvam vidas), revitalizar valências selectivas (serviços de topo) e servir Coimbra Sul/descongestionando Coimbra Norte”.

A moção sustenta, ainda, que a “decisão técnica e política” da escolha da localização nos Covões permitirá parar a “sangria” de serviços hospitalares e recursos humanos que está a ser feita ao Hospital Geral, “delapidando um património da cidade e restringindo a acessibilidade das populações aos serviços de saúde, ficando as pessoas afuniladas em mega-edifícios designados Hospitais da Universidade de Coimbra, ingeríveis no atendimento devido aos utentes com salvaguarda das suas vidas e qualidade de vida, e na circulação de pessoas e bens em tempo e recursos”.

Recordando as “instalações decrépitas dos espaços utilizados para maternidades em Coimbra e a filosofia dos centros hospitalares como práxis dos ganhos em saúde”, a moção defende ainda que cabe “às estruturas políticas institucionais como representantes das populações e às estruturas partidárias como correntes de opinião que defendem interesses coletivos, participar nestas decisões sem subterfúgios e sem submissão a motivações individuais, protagonismo ou ganho secundário”.

A moção diz que esta nova maternidade, na realidade um “Centro Materno-Infantil Neonatal/Centro Perinatal”, é uma “boa decisão” e sublinha que o Governo está paulatinamente a recuperar investimentos, depois do desinvestimento feito no tempo da “troika”.

O PS diz ainda que é “um mito considerar que a localização da Maternidade é uma decisão técnica (mesmo que fundamentada por ‘estudo técnico’ clandestino), condicionando a decisão política, ou que a localização da Maternidade é uma decisão política, condicionando a decisão técnica”.

Apresentando números de atendimento nos Hospitais da Universidade, a moção aponta para o benefício da instalação nos Covões, já que se garantiria a “existência de dois pólos hospitalares integrantes de um Centro Hospitalar, com aproveitamento das suas capacidades técnicas, espaços funcionais / área útil de utilização e construção e áreas geográficas adjacentes, e acessibilidades em transportes, aparcamento e conceção ecológica e ambiental”.

“O senso técnico e o consenso político podem levar a que venha a existir uma nova Maternidade de topo em Coimbra, localizada no espaço do Hospital Geral / Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que sirva as populações e seja potenciadora da manutenção de serviços e especialidades no Hospital Geral, com aproveitamento do investimento já realizado em tecnologia (Urgência, Cuidados intensivos, Cirurgia, etc.)”.

No dia 07, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que o Governo recebeu uma proposta para que a nova maternidade de Coimbra se localize no perímetro dos Hospitais da Universidade e salientou que todos os estudos técnicos apontam para essa solução.

Várias forças políticas da cidade, nomeadamente a Câmara de Coimbra, mostraram-se contra esta possibilidade.

Também um grupo de profissionais de saúde já questionou a opção do Governo.

A nova Maternidade de Coimbra deverá substituir as duas existentes (Bissaya Barreto e Daniel de Matos), que realizam aproximadamente 2 500 partos e cerca de 18 000 consultas por ano.

 

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