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Coimbra: Vereador assegura que animais “são bem tratados” no canil

27 de Março 2018

O vereador da Câmara de Coimbra responsável pelo canil/gatil, Francisco Queirós (CDU), desmente o Grupo Gatos Urbanos (GGU), que acusou aquele serviço municipal de “prática de crueldade reiertada e grave”.

O autarca explicou ao “Campeão” que os serviços do canil foram solicitados por uma munícipe, de Vila Pouca do Campo, para recolher nove gatos (cinco machos e quatro fêmeas), pretensão prontamente satisfeita.

Segundo Francisco Queirós, “os cinco machos foram, de imediato, esterilizados e devolvidos nas proximidades do local em foram capturados, onde um outro morador passou a assegurar os seus cuidados”, enfatizando, ainda, que “a veterinária não esteve, nem está de baixa médica”, como alegou o GGU.

“As quatro gatas ficaram a aguardar a esterilização, que é muito mais complexa do que a dos machos, e esse procedimento será realizado assim que a veterinária tenha oportunidade”, frisou o vereador do PCP, adiantando que “as gatas estão a ser bem tratadas, não estão em stress e serão devolvidas ao espaço público”.

“O canil agiu exactamente como diz a lei, recolheu, esterilizou e devolveu”, notou.

Segundo o Grupo Gatos Urbanos, “coincidência ou não, seis gatos (machos) foram devolvidos”, na sequência de uma reclamação de um morador que não os encontrava no local habitual, “mas as gatas continuam enjauladas à espera da morte”.

O GGU diz que os gatos foram capturados a 09 de Março e, volvidas mais de duas semanas, é “enorme o sofrimento dos animais silvestres quando sofrem mais de dois dias de cativeiro”, situação que consideram “desnecessária, pois não deveriam ter sido capturados se não havia solução médica para a sua esterilização”.

Confrontado com a possível cooperação entre o GGU, que se mostrou disponível para proceder a esterilização e devolução dos animais, e o canil/gatil municipal, Francisco Queirós disse não ter havido contactos nesse sentido e reiterou que, se foi o serviço municipal a agir, será ele a tratar das gatas e a devolvê-las, uma vez que, “ao contrário das associações, não precisa de recorrer a clínicas privadas para realizar as esterilizações”.

 

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