Coimbra  28 de Maio de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra vai receber obras de arte da Colecção BPN

27 de Janeiro 2020 Jornal Campeão: Coimbra vai receber obras de arte da Colecção BPN

O edifício (à esquerda) ao lado do Arco de Almedina acolherá as obras de arte

 

Coimbra vai receber a Colecção BPN, adquirida pelo Estado por cinco milhões de euros, e para a instalar será criado o Centro de Arte Contemporânea.

O anúncio foi feito, hoje, pelo presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, na reunião da Edilidade, ao mesmo tempo que a ministra da Cultura, Graça Fonseca, também o fazia em Lisboa.

A Colecção BPN irá ser instalada num edifício adquirido pelo Município de Coimbra, junto ao Arco de Almedina, onde funcionaram instituições bancárias.

As obras de arte da Colecção BPN vão ser integradas na Colecção do Estado e serão apresentadas amanhã (terça-feira), numa cerimónia no Forte de Sacavém, em Loures, com a intervenção do ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, e da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

A ministra, numa entrevista, hoje, ao jornal ‘online’ Observador, revelou que o Estado comprou a Colecção BPN por cinco milhões de euros e que esta “ficará e será colocada em Coimbra, onde se criará um novo pólo de arte contemporânea portuguesa”.

A ministra revelou que o Centro de Arte Contemporânea será criado em Coimbra, em articulação com o Município, o que é confirmado por Manuel Machado, presidente da Câmara.

A Colecção BPN é composta por perto de 200 obras de arte reunidas pelo ex-Banco Português de Negócios (BPN). O destino das obras aguardava decisão do Governo desde a nacionalização daquela instituição bancária, em 2008.

Este acervo é gerido pela Parups e pela Parvalorem, empresas criadas em 2010 para gerir os activos e recuperar os créditos do ex-BPN, e cuja nova administração, liderada por Sofia Torres, iniciou funções em Março do ano passado, substituindo o anterior presidente, Francisco Nogueira Leite.

De acordo com os relatórios e contas de 2017 das empresas, publicados em Março do ano passado, no total, as duas sociedades detêm 196 obras, que foram avaliadas entre 4,1 milhões de euros e 6,1 milhões de euros, sendo 156 obras de artistas nacionais e 40 de artistas estrangeiros, principalmente do século XX.

Ainda segundo os relatórios, as 40 obras de artistas estrangeiros tinham um valor estimado em cerca de um milhão de euros, e as 156 obras de artistas portugueses, em perto de três milhões de euros, para o valor mais baixo do intervalo de avaliação.

A administração anterior fez um depósito de três quadros da pintora Maria Helena Vieira da Silva na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Exceptuando estas peças, o acervo de obras de arte do ex-BPN – que se encontrava anteriormente no cofre da Caixa Geral de Depósitos, na Avenida 05 de Outubro, em Lisboa, – está guardado, desde Dezembro de 2016, a cargo da empresa especializada Iterartis, com um seguro contratado com a multinacional Hiscox.

Em várias ocasiões, a anterior administração solicitou instruções às tutelas da Cultura e das Finanças sobre o destino a dar às obras de arte, a última delas em Março de 2018.

No acervo do ex-BPN – de onde saiu a polémica Colecção Miró, que estava para ser vendida no estrangeiro, mas acabou por ficar em Portugal – estão obras de artistas consagrados como Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, Mário Cesariny, Rui Chafes, Eduardo Batarda e António Dacosta.

João Pedro Vale, Pedro Calapez, Carlos Calvet, Vasco Araújo, Joaquim Rodrigo, Ana Vidigal, Eduardo Nery, João Penalva, Fernando Calhau, João Vieira, Nadir Afonso, Eduardo Batarda, António Sena, José Pedro Croft, Nikias Skapinakis, João Penalva, Pedro Casqueiro, Jorge Martins e Carlos Calvet também estão representados neste acervo.

 

 

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