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Coimbra sem recolha de lixo de hoje à noite até ao Ano Novo

29 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: Coimbra sem recolha de lixo de hoje à noite até ao Ano Novo

O concelho de Coimbra vai estar sem recolha de lixo durante quatro dias, a partir da meia-noite de hoje (quinta-feira) a segunda-feira (02 de Janeiro), devido a uma paralisação dos trabalhadores de recolha de resíduos sólidos da Câmara Municipal, disse fonte sindical.

Aníbal Martins, da Direcção regional de Coimbra do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STALR), afecto à CGTP, disse, ontem, à Agência Lusa, que a greve “vai afectar a Passagem de Ano” e justifica-a com a situação laboral dos trabalhadores da divisão de Ambiente da Câmara Municipal.

O sindicato adianta que os trabalhadores reclamam o pagamento de 3,5 horas semanais “feitas a mais” durante seis anos (desde 2007 a 2012) e o gozo de dias de folga “acumulados desde 2004” e que a Câmara Municipal de Coimbra “insiste em reter, não lhe reconhecendo o legitimo direito”.

O STALR exige, ainda, a manutenção do serviço público de recolha de resíduos urbanos e a “contratação de mais trabalhadores e aquisição de viaturas e equipamento de trabalho”, o direito à marcação de férias “de forma igual para todos os trabalhadores” e manifesta-se contra “a diminuição do número de dias de férias para os trabalhadores por turnos”.

A paralisação, que começa às 24h00 de hoje e termina às 24h00 de segunda-feira (02 de Janeiro), é ainda justificada pela melhoria das condições de higiene e segurança no local de trabalho, melhor e mais fardamento, melhoria dos balneários e consequentes meios de apoio à laboração daqueles serviços camarários.

O STALR culpa a anterior gestão camarária da coligação PSD/CDS-PP pelo “grave problema” que afecta os trabalhadores de recolha de resíduos sólidos, mas também o actual Executivo socialista que “manteve e alimentou este problema”.

O sindicato alega, ainda, que a autarquia liderada por Manuel Machado recorreu de uma sentença judicial favorável aos trabalhadores, “negando aquilo que disse na oposição e na campanha eleitoral, que deveriam ser repostos os direitos” dos funcionários daquele serviço.

Lembra, também, que os trabalhadores promoveram “várias acções de luta reivindicativa à porta da autarquia”, uma greve de quatro dias em 2014 e deslocações à Assembleia Municipal, entre outros protestos, sem resultados.

“Nestes últimos anos têm-se acentuado as saídas de trabalhadores através de reformas e por outros motivos, sendo hoje insuficientes para a recolha e limpeza da cidade”, argumenta o sindicato.

Para amanhã (sexta-feira), primeiro dia de greve, está agendada uma concentração de trabalhadores em frente aos serviços municipais de higiene e limpeza, a partir das 08h00 e uma conferência de imprensa, no mesmo local, às 09h30.