Coimbra  24 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra quer ser região europeia da gastronomia em 2021

1 de Junho 2017

A Tibornada de bacalhau, o leitão, o cabrito serrano ou a chanfana; o arroz doce, as escarpiadas, as nevadas, o pudim das clarrissas; o Licor Beirão ou os vinhos da Bairrada, entre tantas outras iguarias que agradam o paladar, querem conquistar a Europa e o mundo. Essa é, pelo menos, a expectativa da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, que vai submeter uma candidatura dos seus 19 municípios a região europeia da gastronomia.

A candidatura foi apresentada, hoje, publicamente, na Escola de Hotelaria de Coimbra, onde os 19 presidentes de Câmara puderam mostrar os seus dotes culinários ao confeccionarem as iguarias do seu concelho. A iniciativa contou com a colaboração dos alunos da Escola de Hotelaria e do chef Luís Lavrador, além do presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, e da presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, que são entidades parceiras desta candidatura.

Embora o projecto seja ambicioso, João Ataíde, presidente da CIM, acredita que a região tem potencial “porque são muitos e diferentes os produtos que a distinguem, com uma grande diversidade ao nível culinário”. Os objectivos são, precisamente, valorizar os produtos endógenos e aumentar a qualificação e formação de restaurantes, operadores e responsáveis.

Além disto, o valorização económica da região e do sector da gastronomia e dos vinhos; a promoção da investigação científica e a salvaguarda imaterial do sector; o aumento da credibilidade e reconhecimento internacional da região, bem como a atracção de grandes eventos internacionais na área da gastronomia e colaboração com outros parceiros e eventos estrangeiros são outros dos objectivos deste projecto.

“Temos todas as condições para aproveitar esta candidatura, com produtos genuínos, que se querem degustados no sítio próprio”, afirma o também autarca da Figueira da Foz, sublinhando que a este projecto gastronómico se aliam a vertente do “território, cultura e arte, valores partilhados por toda a região”.

Jorge Brito, da CIM, adianta que a ideia é “afirmar Coimbra como região gastronómica de excelência”.

Oficialmente, a candidatura será apresentada apenas no primeiro trimestre de 2018 à entidade responsável, o Instituto Internacional de Gastronomia, Cultura, Artes e Turismo (IGCAT), que analisará a candidatura de Coimbra para ser região europeia em 2021.

“Esta candidatura representa um passo sólido na afirmação da nossa região e só por isso já vale a pena”, garantiu João Ataíde.

Pedro Machado e Ana Abrunhosa destacaram, por isso, a importância desta candidatura para a região, a nível económico e turístico, acreditando que o trabalho que todos os parceiros irão desenvolver em conjunto terá sucesso e “bons argumentos para vencer”.

Para consolidar a candidatura, a CIM, a CCDRC e a Turismo do Centro querem aproveitar os “open-days” da Comissão Europeia para, em Bruxelas, divulgar o projecto e captar as atenções para a região e o que de melhor esta tem para oferecer.

O IGCAT é uma organização internacional, sem fins-lucrativos, que trabalha nas áreas da gastronomia, cultura, artes e turismo, no sentido de valorizar e preservar a identidade das várias regiões do mundo nas áreas já mencionadas e promovê-las a nível global, aproveitando para, cada vez mais, sensibilizar os cidadãos para um outro tema não menos importante: a educação alimentar.

Presidentes CIM

Presidentes CIM 2

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