Coimbra  17 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra quer mostrar as suas “Correntes de mudanças”

28 de Outubro 2019

O grupo de trabalho: Nuno Freitas, Cristina Robalo Cordeiro, Luís de Matos, Carina Gomes, Luís Filipe Menezes, António Pedro Pita e Manuel Rocha

 

“Correntes de mudança” será a base da candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura de 2027, segundo anunciou, hoje, o grupo de trabalho responsável pela candidatura, liderado pelo mágico conimbricense Luís de Matos.

“A determinação da candidatura é mostrar que a ideia de mudança está inscrita no ADN da cidade, lhe é consubstancial, e sempre o foi ao longo dos tempos, marcando todos os eventos da sua história”, disse Luís de Matos, numa comunicação pública que se realizou no Museu Nacional Machado de Castro.

Nesta que foi a quarta comunicação pública do Grupo de Trabalho Coimbra 2027, o mágico português salientou que o slogan “espelha assim o incontornável desígnio da cidade de Coimbra, inscrevendo-se num contínuo e histórico processo de mudança”.

A base da intervenção passa por “criar condições de continuidade de um pensamento de vanguarda, numa trajectória, nacional e europeia, que recupera etapas fundamentais de um percurso passado e cria condições de construção de uma permanência e de um devir”.

O antigo delegado regional da Cultura do Centro, António Pedro Pita, que integra o grupo de trabalho, salientou que a “chave de intervenção pretende acentuar a ideia de mudança” como algo positivo.

Na apresentação, o grupo anunciou a realização de um inquérito às práticas de participação cultural da população do concelho de Coimbra, que será executado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.

O inquérito, segundo Carina Gomes, vereadora da cultura da Câmara de Coimbra, deverá ter uma amostra superior a 1 000 inquéritos distribuídos por todas as freguesias do município.

A auscultação pretende efectuar um diagnóstico “amplo e completo sobre as práticas e as disponibilidades para a participação cultural da população, as características do tecido cultural local e a actividade, as expectativas e os projectos dos agentes e organizações culturais que o integram”.

De acordo com a autarca, a auscultação deverá estar concluída e tratada até final do ano ou início de 2020, a tempo dos resultados serem comunicados na apresentação pública agendada para 24 de Janeiro.

Luís de Matos revelou ainda que, em Março de 2020, vai decorrer, em Coimbra, o segundo Fórum Cidades Capital, com a participação das cidades europeias já seleccionadas como capital europeia da cultura entre 2020 e 2025 na Croácia, Roménia, Lituânia, Hungria, Estónia, Irlanda, Grécia, Luxemburgo, Sérvia e Noruega.

O coordenador do Grupo de Trabalho Coimbra 2027 disse, ainda, que não existe financiamento nem modelo de gestão pensado para a candidatura de Coimbra, embora estejam a ser estudadas candidaturas de outras cidades que viram os seus projectos aprovados.

“Orçamento não temos, mas ideias temos”, disse Luís de Matos, salientando que ainda não houve “necessidade de ter um orçamento, porque o que importa agora é perceber as reais necessidades”.

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