Coimbra  23 de Janeiro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra quer aeroporto internacional na região Centro

13 de Janeiro 2020

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra anunciou, hoje, que vai reivindicar junto do Governo a construção de um aeroporto internacional na região Centro.

Segundo Manuel Machado, a localização será em terrenos que não estão sujeitos à concessão aeroportuária do Estado, entre Coimbra e Leiria, ficando sensivelmente a uma hora de distância de ambas as cidades.

“A região Centro tem sido prejudicada pela falta de um aeroporto e estamos a ver os aviões a serem centrifugados para Norte e Sul”, referiu o presidente da Câmara na reunião da Edilidade, acrescentando que a abertura da Base Aérea de Monte Real “não tem exequibilidade”.

A defesa de um aeroporto internacional na região Centro, que deverá custar entre 30 a 50 milhões de euros, vai ser feita, quarta-feira, pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, em reunião com o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

“A região Centro, com mais de 1,5 milhões de habitantes é das poucas da Europa que não tem uma infraestrutura aeroportuária”, refere Manuel Machado, sublinhando que “tem sido prejudicial” e constitui uma necessidade para o turismo, todos os outros sectores económicos e a área científica”.

A abertura da Base Aérea de Monte Real (BA5), no concelho de Leiria, ao tráfego civil “é inexequível” pois implicaria, designadamente por razões de segurança, “um investimento mais oneroso do que a construção de uma pista nova”, explicou o autarca.

Aeródromo Municipal é para continuar

A informação à Edilidade foi prestada pelo presidente da Câmara, que levou à reunião um estudo realizado pelo Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, o qual refere que a extensão máxima da pista do Aeródromo Bissaya Barreto não pode exceder os 1 190 metros.

O custo estimado é da ordem dos 3,7 milhões de euros e para outro tipo de aeronaves – Embraer 190 e Embraer 195 e o ATR 72-600 –, os autores do estudo referem que a opção terá “sempre de passar pela construção de um novo aeroporto, numa outra localização” para uma pista com, pelo menos, 2 500 metros de comprimento e 45 metros de largura.

O projecto de instalação de um aeroporto no concelho de Coimbra, através da ampliação do Aeródromo Municipal, que Manuel Machado vinha defendendo desde a sua campanha de recandidatura à liderança da Câmara em 2017, revela-se inviável pois, também esta possibilidade envolveria “mais custos do que a construção” de infraestrutura nova, explicou.

Manuel Machado assegurou que o Aeródromo Bissaya Barreto, agora já certificado, será sempre uma estrutura Municipal a manter, pelas actividades que ali se desenvolvem.

A anunciada transformação do Aeródromo Bissaya Barreto num aeroporto foi “uma fraude eleitoral”, considerou o vereador social-democrata Paulo Leitão, que reconheceu, tal como a vereadora Madalena Abreu, da mesma bancada, que a região Centro precisa deste tipo infraestrutura.

Sem pôr em causa o aeroporto, o vereador Francisco Queirós, da CDU, defendeu que “a grande prioridade deve ser a ferrovia”, designadamente na região onde, há cerca de uma década, foram desactivados e removidos os carris do Ramal da Lousã, exemplificou.

 

 

 

 

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