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Coimbra: PSD exige decisão sobre a nova maternidade em 90 dias

28 de Março 2018

A deputada do PSD Fátima Ramos, que integra a Comissão de Saúde, exige que a decisão sobre a nova maternidade seja tomada num prazo de 90 dias, criticando o impasse de mais de um ano.

O PSD quer, ainda, mais recursos humanos e equipamentos nas actuais duas maternidades existentes – a de Bissaya Barreto e de Daniel de Matos.

O partido exige, em projecto de resolução, que “o Governo decida a localização para a nova Maternidade de Coimbra no prazo de 90 dias, iniciando-se de seguida os procedimentos concursais para o projecto e para a obra respectiva, recordando que “em Coimbra existem actualmente duas maternidades, cuja fusão, por via da criação de uma nova, de há muito se justifica”.

Segundo Fernando Regateiro, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), o novo edifício vai ser construído no pólo de Celas do CHUC, ao invés da zona adjacente ao pólo dos Covões, como o líder do Município conimbricense, Manuel Machado (PS), tem preconizado.

As duas actuais maternidades da cidade estão agregadas desde a criação do CHUC, ocorrida em 2011 no contexto da fusão, por exemplo, dos HUC e do outrora Centro Hospitalar de Coimbra (CHC).

Fátima Ramos disse ao “Campeão”, no início de Março, que cada uma delas realiza anualmente cerca de 2 500 partos e proporciona perto de 20 000 consultas. Segundo a parlamentar, “a fusão permitirá obter indiscutíveis ganhos de eficiência e, desse modo, proporcionar uma melhoria da qualidade na prestação de cuidados de saúde aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) residentes na região”.

Para os deputados do PSD “foi com surpresa que a Assembleia da República verificou, este mês, que o processo de decisão da criação de uma nova maternidade em Coimbra ainda não foi sequer concluído, encontrando-se num impasse há quase um ano”.

Este projecto de resolução pretende, assim, “obrigar o Governo a proceder a um levantamento urgente das necessidades mais prementes das maternidades que actualmente integram o CHUC, de modo a garantir a protecção da saúde dos utentes do SNS e a reforçar as maternidades com os recursos humanos necessários para assegurar o acesso e a segurança do tratamento dos utentes”.

Em comunicado, os deputados do PSD exigem, ainda, que o Ministério “renove ou invista nos equipamentos que apresentam características de obsolescência, de modo a evitar qualquer situação de risco ou de violação do direito à protecção da saúde dos utentes servidos pelas duas maternidades”.

Fátima Ramos é acompanhada nesta missiva por vários deputados do PSD, onde se destacam Adão e Silva, Margarida Mano, Maurício Marques, Ana Oliveira, Ricardo Baptista Leite, António Ventura, Álvaro Baptista, Berta Cabral, José Silvano, Emília Cerqueira e José António Silva.

Recorde-se que o despacho n.º 1 897 – A / 2017, assinado pelo então secretário de Estado Manuel Delgado, previa a constituição de um grupo de trabalho, com o objectivo de estudar a implantação de uma maternidade em Coimbra, integrada no CHUC, para substituição das de Daniel de Matos e de Bissaya Barreto. Este grupo de trabalho tinha como prazo limite o dia 15 de Abril de 2017 para apresentar um relatório capaz de habilitar à tomada de uma decisão política sobre o assunto.

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