Coimbra  25 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: PS sozinho em defesa de refeições escolares

18 de Junho 2018

Com voto de qualidade de Manuel Machado, o PS aprovou, hoje, na Câmara de Coimbra, um procedimento de consulta prévia para fornecimento de refeições escolares.

Perante a ausência do vereador Francisco Queirós (CDU) da segunda reunião do executivo municipal conimbricense realizada em Junho, o líder camarário fez uso do dito voto de qualidade para o PS suplantar os votos desfavoráveis dos vereadores do PSD (três) e dos eleitos pelo movimento “Somos Coimbra “ (dois).

A Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Coimbra (CMC)  nada divulgou acerca do teor da proposta submetida a votação.

Paulo Leitão (PSD) disse que os edis eleitos pela coligação “Mais Coimbra” votaram desforavelmente devido a “deficiente instrução do processo, porquanto não foi distribuído aos vereadores o caderno de encargos e o convite”, documentos que, segundo ele, “carecem da aprovação formal da Câmara”.

“Só por boa-fé é que não pedimos a impugnação do procedimento” concursal, declarou o autarca social-democrata.

Ao invocar uma inovação proporcionada pelo Decreto-lei nº. 111-B/2017, Paulo Leitão aludiu a uma “novidade completamente ignorada pela actual maioria camarária, que prefere manter os moldes actuais de contratação, com falhas ao nível na qualidade das refeições escolares”.

“Registam-se, com alguns casos muito graves, alimentos mal confeccionados, alguns mesmo estragados, quantidades claramente insuficientes, temperaturas irregulares e aparecimento de corpos estranhos, como vidros, com os inerentes riscos para as crianças”, afirmou o líder de “Somos Coimbra” e anterior bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva.

Abespinhado com a alusão de José Manuel Silva a vidros, Manuel Machado disse que o aspecto referido pelo vereador vai ser comunicado à entidade titular da acção penal (Ministério Público).

Interpelado pelo presidente da CMC, o vereador e médico afirmou ser possuidor de informação nesse sentido, acentuando que ela consta de uma declaração de voto de José Manuel Silva e Ana Bastos.

Ao rejeitar o “critério único do preço mais baixo, gerador de inevitável falta de qualidade das refeições escolares”, o anterior bastonário da Ordem dos Médicos preconizou “total transparência na divulgação de todos os documentos e procedimento relacionados com o assunto”.

Jorge Alves (PS), vereador com o pelouro da Educação, disse haver, “por vezes, fait-divers, em redor das refeições, alguns muito interessantes”.

“Não faço chicana política com as refeições escolares”, rematou Jorge Alves.

 

 

 

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