Coimbra  24 de Setembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Coimbra promove ciclo de 21 concertos nas igrejas do concelho

11 de Junho 2021 Jornal Campeão: Coimbra promove ciclo de 21 concertos nas igrejas do concelho

O Município de Coimbra vai promover, até Julho, 21 espetáculos musicais em igrejas do concelho, numa iniciativa designada por “Música n’Aldeia”, que resulta de uma proposta vencedora da terceira edição do Orçamento Participativo.

Os concertos, que vão “da música renascentista, à barroca, passando pelo clássico romântico até à contemporânea”, começam hoje (11) e terminam em 25 de Julho, às sextas-feiras, sábados e domingos.

O primeiro concerto realiza-se hoje, às 19h00, na Igreja de Taveiro, com a actuação de Catarina Peixinho e Hugo Brito (piano e violino), de estilo Clássico Romântico. Amanhã (12), também às 19h00, decorre na Igreja do Mosteiro de São Marcos, o concerto do Grupo Coral Cupertinos (grupo vocal) – Música Renascentista. Já no domingo (13), às 17h00, na Capela de S. Miguel da Universidade de Coimbra, toca o Bando de Surunyo (vozes e instrumentos) – Música Seiscentista.

A iniciativa “Música n’Aldeia” resulta de uma proposta vencedora da 3.ª edição do Orçamento Participativo do Município de Coimbra, que teve como tema “Coimbra 2027: candidatura a Capital Europeia da Cultura”.

Segundo a Câmara, este projecto surge no âmbito de uma proposta vencedora da terceira edição do Orçamento Participativo do município de Coimbra, da autoria de Diana Luís Antunes, professora de música e violetista.

A iniciativa tem uma dotação financeira de 60 mil euros e obteve 115 votos, sendo que a proposta visava precisamente levar música erudita a todo o concelho, através de concertos nas aldeias.

Conta com a participação de centenas de músicos e a execução de inúmeras peças e instrumentos musicais, desde a harpa, violino ou violoncelo, passando pelo piano, viola, contrabaixo ou instrumentos de sopro, sem esquecer a actuação de grupos corais.

“Será uma viagem pela história da música, mas também pelo património de Coimbra, sobretudo aquele que é menos conhecido, mas não menos importante”, realça o município.

Para a autarquia, trata-se de “uma programação eclética e bastante relevante, não só pela dimensão e importância musical, mas também pelo carácter descentralizador, assente na importante missão de fazer chegar este tipo de eventos a uma franja da população que, habitualmente, não tem o mesmo acesso a este tipo de música e eventos do que as populações dos centros urbanos”.