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Coimbra: Petição reclama obras urgentes na Escola de José Falcão

10 de Janeiro 2017 Jornal Campeão: Coimbra: Petição reclama obras urgentes na Escola de José Falcão

A Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE) da Escola Secundária de José Falcão, em Coimbra, lançou uma petição a alertar para a necessidade urgente de uma intervenção de fundo naquele estabelecimento de ensino.

A petição, disponível ‘online’, conta já com mais de um milhar de subscritores e tem como objectivo chegar às 4 000 assinaturas para ser discutida na Assembleia da República.

“A Escola Secundária de José Falcão é um dos exemplos maiores da arquitectura modernista em Portugal, mas necessita de uma intervenção urgente no seu edifício”, adverte a Direcção da APEE.

O antigo Liceu de Coimbra, classificado como monumento de interesse público, “luta há décadas pela execução de obras, que têm sido constantemente adiadas”, relata a associação.

“Como as intervenções de fundo nunca aconteceram, o edifício e os seus equipamentos estão num estado de degradação evidente; se nada for feito, está em causa o bem-estar e a segurança dos quase 1 000 alunos, professores e funcionários, que estudam e trabalham na escola mais antiga e inspiradora da cidade, e uma das mais históricas do país”, lê-se no documento.

Segundo a APEE, grande parte da canalização e da instalação eléctrica é ainda a original, existem infiltrações e humidade por todo o edifício, chove no laboratório de Física e em algumas salas, bem como no pavilhão, cujo pavimento apresenta fissuras perigosas para a integridade física dos alunos.

No rol de queixas figura, ainda, a falta de climatização, que obriga alguns alunos a levar “mantas para poderem suportar os rigores do Inverno”, enquanto no Verão é “insuportavelmente quente”.

“A intervenção de fundo no edifício, com 80 anos de existência, esteve prevista por três vezes nas últimas décadas. A programação da sociedade Parque Escolar abrangeu por duas vezes as obras na escola, mas estas, por opções questionáveis, nunca avançaram”, lamenta a APEE.

No entanto, “mais recentemente, ficou ausente do programa que vai requalificar mais de 200 escolas portuguesas com recurso a fundos comunitários do Portugal 2020”, situação que classificam como “inconcebível”.

As condições, sublinha a APEE, “afectam de sobremaneira a concentração dos alunos”, cujo número “aumentou significativamente” no ano lectivo de 2016/17.

“Mesmo assim, com muito esforço, a Escola de José Falcão conseguiu o feito notável de ser a melhor pública do país no novo indicador do desempenho das escolas (percentagem de alunos que obtêm positiva nos exames nacionais do 12.º ano após um percurso sem retenções nos 10.º e 11.º anos)”, refere a APEE.