Coimbra  20 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Perto de 30 arguidos associados a tráfico de droga

28 de Dezembro 2018

Vinte e oito arguidos (a maioria deles detidos) começam a ser julgados, a 14 de Janeiro [de 2019], em Coimbra, sob acusação de envolvimento num esquema de tráfico de droga dentro da cadeia da cidade.

A rede, com meia dúzia de mulheres, terá funcionado, pelo menos durante ano e meio, com o propósito de introduzir no Estabelecimento Prisional de Coimbra (EPC) produtos estupefacientes, especialmente haxixe.

Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público (MP), consultada pela Agência Lusa, a rede seria liderada por três homens, tidos como possuidores de “carácter violento”, a ponto de, presumivelmente, serem temidos por reclusos e até por alguns guardas prisionais.

Um deles é Steven J., condenado, em 2013, à pena máxima de reclusão (25 anos), enquanto líder de um grupo acusado de sequestrar e de infligir tortura, no Algarve, a um cidadão escocês. Outro dos alegados cabecilhas da rede é algarvio e foi detido pela PJ, em 2014, depois de ter andado fugido às autoridades. O outro presumível líder do bando é natural de Lisboa.

De acordo com a peça acusatória, os três indivíduos haverão decidido “organizar e liderar um grupo” com o propósito de introduzir na cadeia e distribuir elevadas quantidades de droga.

Para execução do plano, os três arguidos contavam com a colaboração de cinco indivíduos em quem confiavam,

A toda a actividade estava subjacente, segundo o MP, um esquema de organização tentacular, envolvendo igualmente não reclusos, os quais, após receberem o produto das mãos de terceiros, entregavam-no a outros arguidos, nomeadamente, com saídas precárias ou em regime aberto, e que, por sua vez, o transportavam e introduziam no interior do EPC.

Em alusão a um contexto marcado por ameaças, o MP relata alguns episódios de violência infligida a reclusos. Um dos casos terá culminado num suicídio dentro da cadeia, em Outubro de 2017.

A rede terá conseguido, pelo menos, uma vantagem económica de 21 000 euros durante um ano.

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