Coimbra  17 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra para Capital da Cultura já tem um rosto

22 de Junho 2017

Caso Jaime Ramos venha a presidir, este ano, à Câmara de Coimbra, caberá a Cristina Robalo Cordeiro a liderança do processo de candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura 2027.

O convite à professora universitária ocorreu por ocasião de uma visita do médico a “locais emblemáticos” da consagração, feita em 2013, de parte de Coimbra como Patrimómio da Humanidade da UNESCO.

Para a coligação “Mais Coimbra” (PSD – CDS/PP – PPM – MPT), deverá caber a Cristina Robalo Cordeiro a batuta da preparação da referida candidatura, sendo que Jaime Ramos já sondou Clara Almeida Santos, vice-reitora da Universidade conimbricense, e Carlos Antunes, director do Círculo de Artes Plásticas (CAPC), para coadjuvarem a professora universitária.

Segundo “Mais Coimbra”, a sobredita candidatura terá de ser “indispensavelmente forte, construída por uma equipa alargada, com a participação de personalidades de diferentes formações académicas e sensibilidades culturais e ideológicas”.

O nosso Jornal noticiou, recentemente, através da edição impressa, que Clara Almeida Santos poderá ser membro da lista da coligação para a Câmara Municipal de Coimbra, a par de Carlos Páscoa, que acompanhou a visita do médico.

Teresa Anjinho, candidata à presidência da Assembleia Municipal, afirmou ser necessário “pôr a cultura e a identidade de Coimbra na agenda política”, vincando que “a alma da cidade implica enaltecer aquilo de muito bom que ela tem”.

Ao fazer reparos acerca de “fragilidades detectadas” na área que é Património da Humanidade da UNESCO, a ex-governante disse ser indispensável “tornar Coimbra ainda mais atractiva”.

“Espera-nos um futuro de muito trabalho”, opinou a jurista ao acenar com “a mobilização da cidade em função de uma estratégia de valorização cultural”.

Jaime Ramos, que se insurgiu contra a sujidade na «Alta» de Coimbra, alertou para a “inexistência de sinalética adequada ao conceito de Património da Humanidade” e para a “falta de percursos culturais integrados”.

A coligação de Centro-Direita divulgou, ainda, algumas orientações inerentes ao seu programa, nomeadamente projectar a Canção de Coimbra como Património Imaterial da Humanidade e dignificar a igreja de Santa Cruz como panteão nacional – valorizando os túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I e exigindo guarda de honra militar permanente para o primeiro rei.

A promoção (anual) de uma “grande iniciativa historico-cultural, alusiva à importância de Coimbra como Património Mundial”, e a constituição, na Câmara Municipal, com a Universidade, de um “grupo permanente de acompanhamento e efectiva revitalização da classificação da UNESCO” são outras das medidas preconizadas.

 

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