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Coimbra: Museu de Machado de Castro quer construir auditório

15 de Janeiro 2018

A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) candidatou a fundos comunitários a construção do auditório da Igreja de São João de Almedina, integrada no Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, informou a directora do museu.

A intervenção, de quase um milhão de euros, prevê criar um auditório com capacidade para 180 a 200 pessoas na Igreja de São João de Almedina, que faz parte do Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), disse, hoje, à agência Lusa a directora do museu, Ana Alcoforado.

O auditório já estava previsto aquando da requalificação do museu, cujo novo edifício foi inaugurado em 2012, contando com projecto de arquitectura de Gonçalo Byrne, que também já tinha sido o responsável pela nova estrutura, explicou Ana Alcoforado.

A Igreja de São João de Almedina serviu de reserva para as colecções do museu, estando a ser concluída a desocupação da estrutura, acrescentou.

“Aguardamos o resultado da candidatura para podermos concluir o projecto de requalificação. O auditório permite ter algumas valências muito importantes para nós, não apenas como sala de concertos – visto que tem uma excelente acústica -, mas também para criar dinâmicas com a comunidade, com congressos e debates”, frisou a directora do MNMC.

De acordo com Ana Alcoforado, com a intervenção, a “Alta” ganharia “um espaço com uma identidade forte e que, de alguma forma, ia ajudar à programação na cidade, sobretudo no centro histórico”.

A igreja tem “um altar-mor muito interessante, tipicamente barroco, em talha dourada”, sendo que os traços vão ser mantidos, criando um espaço “versátil”, que pode albergar eventos culturais, como peças de teatro ou concertos.

“É um espaço com identidade, num local qualificado, o que enriquece as actividades que lá se realizem”, sublinhou, referindo que há também o objectivo de trabalhar em conjunto com a própria Universidade para a dinamização de conferências e debates.

Em 2017, o Machado de Castro foi visitado por 108 000 pessoas (menos dois por cento do que em 2016).

De acordo com Ana Alcoforado, a manutenção do número de visitantes de 2016 foi “excelente”, visto que esse ano foi excepcional, face à celebração dos 500 anos da beatificação da Rainha Santa Isabel – ano em que se registou um aumento de 43 por cento do número de visitas.

A directora do MNMC frisa, ainda, que se tem registado um aumento de turistas a visitar o museu, sendo que em 2017 os estrangeiros representaram quase 60 por cento das visitas.

 

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