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Coimbra: MP preconiza prisão para autor de agressão selvática

9 de Maio 2019

O Ministério Público preconizou, hoje, no Tribunal de Coimbra, prisão efectiva para um indivíduo acusado de tentativa de homicídio qualificado, cuja vítima, Gilson César, ficou em “estado lastimável”.

Uma magistrada da entidade titular da acção penal sugeriu a um colectivo de juízes a aplicação de uma pena que consista, pelo menos, em sete anos de cadeia.

Os factos por que João Paulo, preventivamente preso, está a ser julgado ocorreram, a 23 de Julho de 2018, na rua dos Oleiros («Baixa» conimbricense).

O tresloucado acto foi precedido de uma altercação protagonizada por dois homens, associados pela Polícia Judiciária e pela PSP com tráfico e/ou consumo de droga.

João Paulo, que estranhou a “rápida comparência” da Polícia na rua dos Oleiros, afirmou ter sido instado por Gilson a encontrar-se com ele junto à Loja do Cidadão, embora diga desconhecer o motivo do convite.

O arguido confessou ao Tribunal que atingiu o queixoso com uma pedra, em reacção a uma agressão presumivelmente sofrida, mas também alegou desconhecer o estado em que deixou Gilson César.

Para a magistrada do MP, a narrativa de João Paulo não faz qualquer sentido.

Ao insurgir-se contra a acusação por tentativa de homicídio qualificado, o advogado de defesa recomendou ao colectivo de juízes condenação por ofensa à integridade física e descartou, por exemplo, que o agressor tenha premeditado matar Gilson.

O arguido, que desejou as melhoras da vítima e sugeriu haver agido em legítima defesa, invocou arrependimento, pediu perdão e fez notar não ter ido munido de qualquer arma branca.

Miguel Alexandre, que tentou separar os homens desavindos, testemunhou ter visto “muito sangue”, mas não soube indicar se a maior parte era proveniente de Gilson ou de João Paulo.

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