Coimbra  7 de Julho de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Metro, provavelmente, se…

25 de Novembro 2016

O ministro Pedro Marques disse, hoje, que a conclusão das obras e a reposição do serviço no Ramal ferroviário da Lousã vão ser “uma realidade”, se houver co-financiamento proveniente de Bruxelas.

O governante limitou-se a reiterar um cenário traçado pelo líder do PS, António Costa, em Março de 2015, sete meses antes das mais recentes eleições legislativas.

“O projecto tem viabilidade e é para desenvolver”, declarou à Agência Lusa o ministro do Planeamento e Infra-estruturas, expressando a convicção de que vai ser possível obter co-financiamento da União Europeia.

O governante indicou que irá haver “uma solução sustentável”, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), mas não revelou qual será o figurino do sistema de transportes – Metro de superfície ou bus rapid transit (autocarro eléctrico).

Segundo Pedro Marques, o Governo está “a estruturar” com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um estudo de viabilidade económica do projecto, assente na procura.

Esse estudo servirá “para depois se poder até convencer a União Europeia relativamente aos financiamentos comunitários”, acrescentou.

O trabalho com o LNEC deverá estar concluído no começo de 2017, a que se seguirão a entrega da candidatura e a negociação com Bruxelas, indicou o ministro.

No início de 2016, Pedro Marques prometera desencravar, dentro de “alguns meses”, o projecto do SMM (Metro de superfície, concebido como alternativa ao Ramal ferroviário da Lousã).

A obra foi interrompida, em Janeiro de 2010, na vigência do segundo Governo de José Sócrates.

A indefinição sobre a desejável concretização do SMM prevalece há quase sete anos, tendo-se mantido na vigência dos governos de Pedro Passos Coelho.