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Coimbra: Médicos analisam dificuldades da prescrição electrónica

15 de Fevereiro 2017 Jornal Campeão: Coimbra: Médicos analisam dificuldades da prescrição electrónica

Decorrerá amanhã (quinta-feira) a sessão de esclarecimento “Prescrição Electrónica: Desafios do Médico de Família”, pelas 21h00, na sala Miguel Torga da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, em Coimbra.

A sessão contará com as intervenções de Carlos Cortes (presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos), de Henrique Martins (presidente do Conselho de Administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde), de Alfredo Ramalho (coordenador nos SPMS), de António Alexandre (gestor de projecto nos SPMS da Receita Sem Papel), de Inês Rosendo (médica de família na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Fernão de Magalhães e membro do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos) e de Marília Pereira (médica de família na Unidade de Saúde Familiar Trevim Sol, Lousã).

Noventa e um por cento dos médicos assume que os computadores têm impacto drástico nas consultas e mais de 60 por cento revela que já perdeu informação importante do paciente, obrigando, neste último caso, a repetir todos os procedimentos informáticos.

Estas são algumas das conclusões do inquérito efectuado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos para aferir o impacto das aplicações informáticas dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) no dia-a-dia da prática clínica, designadamente nas consultas e na prestação de cuidados aos utentes. São os médicos de família quem mais responde ao inquérito (89,8 por cento).

Dos resultados do “Questionário de Avaliação da Satisfação e Qualidade das Aplicações dos SPMS”, apenas 13 por cento dos inquiridos acredita que as aplicações são fiáveis e estáveis. Mais: 82, 1 por cento aponta problemas com o hardware e 93 por cento declara problemas com acesso à Internet.

“Já não basta a carga burocrática que actualmente esmaga os médicos, retirando-lhes tempo para o que é mais importante: tratar dos doentes. Estes resultados são chocantes” – declara o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes.