Coimbra  20 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Machado diz que o Metrobus “continua enguiçado”

20 de Junho 2019

O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) “continua enguiçado”, criticou, hoje, o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, apelando ao Governo para que o desbloqueie.

O projeto, que prevê a criação de um sistema de autocarros eléctricos (Metrobus) para o antigo ramal ferroviário da Lousã e para a cidade de Coimbra, “continua enguiçado, afirmou Manuel Machado, não entendendo porque é se continua a “induzir para a necessidade de mais estudos e da repetição de estudos”, quando a orografia não se alterou.

Aproveitando a presença do ministro do Ambiente, numa cerimónia de apresentação de 10 novos autocarros eléctricos dos Transportes Urbanos de Coimbra, o autarca apelou ao Governo para que seja dada uma resposta “aos compromissos assumidos ao longo do tempo”.

Segundo Manuel Machado, falta fazer a ligação entre a avenida de Fernão de Magalhães e a praça de 08 de Maio, “32 metros que podem ser fatais para a operacionalidade do Metro Mondego”.

Questionado pelos jornalistas no final da cerimónia, o presidente da Câmara de Coimbra afirmou que espera que seja “impulsionada uma nova dinâmica por parte da emprega encarregada da missão”, a Metro Mondego, sociedade de capitais públicos constituída em 1996 para implementar um metro ligeiro de superfície no ramal da Lousã e num novo troço urbano a construir em Coimbra, projecto esse que acabou por ser substituído por um sistema de autocarros eléctricos.

“Enquanto não estiver feita a ligação da via Central à rua da Sofia, obviamente que é impossível fazer a ligação dos transportes públicos pelo Sistema de Mobilidade do Mondego até aos Hospitais”, notou.

Questionado pelos jornalistas sobre se há alguma questão técnica que não permite avançar com a obra na Via Central, Manuel Machado referiu que “não há nenhuma questão técnica. É falta de trabalho de pedreiros”. “Quem tem de fazer é a Metro Mondego. É a missão e obrigação da Metro Mondego”, vincou.

Durante a cerimónia de apresentação dos autocarros eléctricos, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, realçou a aposta do Governo em alcançar a neutralidade carbónica em 2050, sendo que, para isso, o investimento em transporte terrestre movido a electricidade ou a hidrogénio é crucial.

“Em 2050, teremos toda a mobilidade terrestre movida a electricidade ou a hidrogénio. A meta é a de chegar a 2030 com um terço da mobilidade de passageiros eléctrica e estes investimentos são muitos importantes para que isso se consiga”, disse, salientando a entrega de mais de 700 autocarros eléctricos ou movidos a gás natural, num investimento superior a 200 milhões de euros.

 

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