Coimbra  3 de Julho de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra: Lançado concurso para o MetroBus entre a Portagem e o Alto de S. João

25 de Junho 2020 Jornal Campeão: Coimbra: Lançado concurso para o MetroBus entre a Portagem e o Alto de S. João

O concurso para adaptação do ramal da Lousã a autocarros eléctricos (MetroBus), em parte do troço urbano de Coimbra, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego, foi lançado, ontem, por 31,7 milhões de euros.

De acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP) foi lançado o concurso para a realização da empreitada do troço de adaptação da ferrovia da Lousã entre a Portagem e o Alto de São João, na cidade de Coimbra, a canal de BRT, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), baseado em autocarros eléctricos, vulgarmente identificado por MetroBus.

A obra, que envolve um investimento global de 31 milhões e 765 mil euros (preço base do concurso), também implica importantes intervenções na adutora da Boavista e drenagem pluvial do Vale da Arregaça, em Coimbra, estas da responsabilidade das empresas Águas Centro Litoral e Águas de Coimbra, que implicam custos de quase sete milhões de euros e de mais de meio milhão de euros, respectivamente.

A parte da obra que diz respeito à empresa IP, que envolve um investimento de 24 milhões e 320 mil euros, integra uma candidatura a fundos comunitários, para uma comparticipação de 85%, no âmbito do Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

A empreitada, cujo concurso público foi lançado pelas três entidades envolvidas (Infraestruturas de Portugal, Águas Centro Litoral e Águas de Coimbra), tem um prazo de execução de 545 dias.

O projecto de “adaptação da infraestrutura ferroviária existente no troço urbano do ramal da Lousã, de forma a possibilitar a criação de um serviço de transporte em autocarros de alta capacidade em canal próprio, tipo BRT”, exige, designadamente, o “levantamento das estruturas ferroviárias existentes”, o “tratamento e adaptação da plataforma ferroviária”, melhoria da drenagem e estabilização de taludes e estruturas de contenção.

A “adaptação dos arruamentos ao canal existente (plataforma) e novo perfil transversal tipo”, a “integração urbana e tratamento paisagístico e adaptação da iluminação pública”, a execução de plataformas de passageiros e a construção de canal técnico são, ainda de acordo com a IP, outros dos trabalhos previstos.

Por outro lado, as “infraestruturas públicas de drenagem de águas residuais domésticas e pluviais a construir na zona do Vale da Arregaça, junto ao canal do ramal da Lousã”, a cargo da empresa municipal Águas de Coimbra, visa assegurar a melhoria das condições de drenagem pluvial, através de uma nova rede de drenagem de águas residuais domésticas, entre outras obras.

Já a Águas Centro Litoral é responsável pelo projecto do “Sistema adutor da Boavista – Sector Central I”, que implica intervenções a nível do abastecimento de água e de saneamento de águas residuais, que passam, por exemplo, pela construção de uma estação elevatória, junto ao Parque Manuel Braga, igualmente em plena cidade de Coimbra.

O SMM foi a solução adoptada pelo Governo, em 2015, para oferecer “uma resposta adequada às necessidades de mobilidade das populações”, na sequência da desactivação do ramal da Lousã, há mais de uma década, para dar lugar à criação de um metropolitano ligeiro de superfície em Coimbra e área directamente servida pela ferrovia (concelhos de Coimbra, da Lousã e de Miranda do Corvo).