Coimbra  7 de Outubro de 2022 | Director: Lino Vinhal

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Coimbra ITEC aposta no desenvolvimento empresarial da região

30 de Junho 2022 Jornal Campeão: Coimbra ITEC aposta no desenvolvimento empresarial da região

O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), o Instituto Superior Miguel Torga (ISMT) e o Conselho Empresarial da Região (CERC) assinaram, ontem (29), o contrato que celebra a constituição da Coimbra ITEC – Associação para a Inovação e Tecnologia da Região de Coimbra. No painel de apresentação estiveram Jorge Conde, presidente do IPC, Luís Marinho, presidente da Comissão de Gestão do ISMT e Cláudio Matos, em representação do CERC. Além dos membros fundadores, marcaram também presença Mário Carvalho, da empresa associada CWA, e Hugo Serra, da Piclima.

Jorge Conde defende que “o conhecimento só existe se for aplicado” e se for “criado em parceria com quem o utiliza no dia-a-dia”, justificando, assim, a aposta do IPC na “co-criação de conhecimento”.

A associação tem como objectivo a articulação do Politécnico com a comunidade, nomeadamente instituições públicas e empresariais, usando as valências do IPC e dos seus associados para “criar valor”. Segundo Jorge Conde, a Coimbra ITEC vai começar por “fazer o levantamento das necessidades do território”, para perceber quais as soluções que o IPC tem para oferecer nas áreas de gestão, inovação e formação contínua. Neste sentido, o Instituto Politécnico de Coimbra está empenhado em contribuir para uma “sociedade mais competente, mais resiliente e com empresas mais fortes”.

Lembrando que o CERC representa 12 associações empresariais de 19 municípios, Cláudio Matos reforçou as “elevadas expectativas” dos empresários num acordo que visa “unir ainda mais” as empresas, em prol do desenvolvimento de Coimbra.

Luís Martinho, frisou acreditar naquilo que chama de “utopia”, a ligação do mundo empresarial ao conhecimento. “Por vezes, a sociedade é demasiado espartilhada e esta articulação falha ou não existe”. O representante do ISMT disse, ainda, que “as escolas devem sair do seu academismo”, não devem apenas ensinar “mas também aprender com quem põe as mãos na massa: empresas, trabalhadores, o mundo activo”.