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Coimbra: Hospital Pediátrico “desligado” há um ano da Saúde 24

27 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: Coimbra: Hospital Pediátrico “desligado” há um ano da Saúde 24

Uma falha no sistema informático tem impedido que as informações de utentes encaminhados pela Saúde 24 cheguem ao Hospital Pediátrico de Coimbra, denunciaram hoje o director do serviço de urgências e a Liga de Amigos daquela unidade hospitalar.

Segundo disse à Agência Lusa o director do serviço de urgências do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), Luís Januário, aquela unidade hospitalar está “há cerca de um ano” sem receber as informações dos utentes encaminhados pela linha Saúde 24, depois de as mensagens terem deixado de ser enviadas por fax e passado a ser transmitidas através do sistema informático, situação que também foi denunciada pela Liga de Amigos do HPC.

Contactado pela Lusa, o gabinete de comunicação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), no qual o Pediátrico está integrado, afirmou que “nunca tinha sido reportada qualquer anomalia” relativa à comunicação entre o hospital e a linha Saúde 24, mas confirmou a situação.

De acordo com o gabinete, a situação persiste porque o hospital “não tem o sistema de triagem actualizado, por disfuncionalidade dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde”.

O director de urgências, Luís Januário, diz que o sistema de triagem “é obsoleto”, sendo que o sistema informático “não está adaptado às exigências do funcionamento das urgências”.

“Ansiamos pelo dia em que a informática funcione melhor e possamos ter um sistema de triagem informatizado e actualizado como os despachos ministeriais exigem”, frisou.

Questionada pela Lusa, a presidente da Liga de Amigos do HPC, Isabel Maia, confirmou que a situação se “arrasta há um ano”.

“Qual o interesse de se manter a Saúde 24, uma vez que não funciona”, questionou a responsável, considerando a “situação lamentável” e uma “menos valia para os utentes” do Pediátrico.

Segundo Isabel Maia, a Liga “está atenta” e vai encetar “esforços para que a situação seja regularizada”.

A Agência Lusa tentou, sem sucesso, obter um comentário por parte do Ministério da Saúde.