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Coimbra: Grupo alerta para prática de crueldade no canil

27 de Março 2018

O Grupo Gatos Urbanos (GGU) alertou, hoje, para “prática de crueldade reiterada e grave” contra animais silvestres no canil municipal de Coimbra.

Segundo o ex-vereador Jorge Gouveia Monteiro, os episódios são da autoria do “denominado serviço médico veterinário municipal”.

“Tais práticas”, diz a associação, em comunicado, consistem no “aprisionamento em jaulas, durante mais de duas semanas, de gatas silvestres, capturadas na zona de Vila Pouca do Campo, alegadamente à espera que a veterinária acabe o período de baixa [médica] para as operar”.

A 09 de Março, estes e outros animais foram capturados naquela povoação, para satisfazer um reclamante que deles não gosta e pediu a sua retirada, indica o GGU, acrescentando que, volvidos quatro dias, um protector de tais gatos, estranhando a ausência dos mesmos, contactou o canil / gatil e foi-lhe confirmado o aprisionamento de felinos.

“Coincidência ou não, seis gatos (machos) foram devolvidos, na sequência desta reclamação, mas as gatas continuam enjauladas à espera da morte ou da alta e regresso ao trabalho da veterinária”, acentua o sobredito comunicado.

Ao aludir a “enorme sofrimento” dos animais silvestres quando sofrem mais de dois dias de cativeiro, Gatos Urbanos diz que aqueles animais se encontram aprisionados há duas semanas, “desnecessária e estupidamente, pois não deveriam ter sido capturados se não havia solução médica para a sua esterilização”.

“Esta prática do canil municipal confirma aquilo que o Grupo Gatos Urbanos tem repetidamente afirmado sobre a irresponsabilidade e crueldade do mesmo”, adverte o organismo liderado por Gouveia Monteiro.

Neste contexto, o GGU lamenta “a irracionalidade de uma política cega de recusa de cooperação com as associações de protecção animal existentes no concelho”. Para ele, “estas gatas poderiam já estar esterilizadas, e em liberdade no seu habitat, se o Município praticasse a cooperação com o movimento associativo”.

O Grupo Gatos Urbanos exige a confirmação de que tais animais estão vivos e oferece-se para proceder à sua esterilização e devolução, sem quaisquer encargos para a Câmara conimbricense.

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