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Coimbra: Faleceu Evaristo Pinto, um vulto da Medicina Legal

5 de Dezembro 2018

António Joaquim Evaristo Pinto, que foi um vulto da Medicina Legal, morreu, anteontem, em Coimbra, aos 90 anos de idade.

Conceituado médico legista, que era casado com Maria Helena Maia Serôdio Pinto, António Joaquim dirigiu o Serviço de Tanatologia Forense do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).

Evaristo Pinto, interveniente como perito em muitas audiências de julgamento, colaborou, por exemplo, com os antigos presidentes do INML Oliveira e Sá e Luís Duarte-Santos.

O patologista forense João Pinheiro, discípulo do extinto, considera que ele marcou uma geração.

Tratava-se de um apreciador da Canção de Coimbra e de “uma pessoa divertida, com quem era bom aprender e trabalhar”, declarou ao “Campeão” aquele especialista em Medicina Legal.

O profundo conhecimento prático nunca o afastou do estudo, a que se dedicava com entusiasmo.

Possuidor de vasto conhecimento, António Joaquim era humilde e privilegiava a discrição, sem embargo de o seu profissionalismo ser reconhecido à escala da Península Ibérica. “Era avesso ao vedetismo”, acentua João Pinheiro, ex-vice-presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.

A memória acerca do médico legista guardada pelo patologista forense diz respeito a “um grande profissional, apologista da minúcia (sensível à importância dos detalhes), genuíno e amigo do seu amigo”.

Segundo João Pinheiro, Evaristo Pinto possuía o hábito de definir o médico legista como a voz do falecido quando a morte é objecto de investigação.

Era “um mestre”, sintetiza o patologista forense.

 

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