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Coimbra: Estímulo à reabilitação urbana do Choupal até à Lapa

8 de Dezembro 2019

O Executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) vai analisar e votar, segunda-feira, uma proposta de delimitação de uma nova Área de Reabilitação Urbana (ARU), denominada ARU Coimbra – Santa Clara.

Esta área inclui a frente ribeirinha e o património classificado mais relevante, compreendida entre a encosta e o rio Mondego e que, genericamente, tem como limites físicos do Choupal até à Lapa. Esta medida visa ampliar e complementar a estratégia da autarquia de promoção da reabilitação urbana, de forma a serem usufruídas as oportunidades de financiamento.

A Câmara de Coimbra vai delimitar uma nova ARU, dando continuidade ao conjunto das já aprovadas e em vigor (Coimbra Alta, Coimbra Baixa e Coimbra Rio), que coincidem, genericamente, com a zona especial de protecção da área classificada como Património Mundial da UNESCO.

A delimitação da nova ARU Coimbra – Santa Clara pretende “integrar o conjunto urbano da margem esquerda, fundamental para o processo de reabilitação do centro histórico em termos da leitura urbana e qualidade cénica, salvaguardando as panorâmicas visuais cidade-rio e rio-cidade”. “De facto, a reabilitação do centro histórico deve assumir o rio como um elemento estruturante e de qualificação da cidade, fundamental para a promoção de uma forte integração, conexão física, complementaridade funcional e densidade de relacionamento entre os elementos territoriais (margem direita, rio e margem esquerda)”, pode ler-se na memória descritiva da proposta.

As ARU definem-se legalmente como sendo “áreas territorialmente delimitadas que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas urbanas, dos equipamentos ou dos espaços urbanos e verdes de utilização colectiva, justifiquem uma intervenção integrada”, define a lei.

A delimitação de ARUs determina a necessidade, assumida pela autarquia, “de congregar nessa área, um conjunto de intervenções e investimentos integrados, consequência da estratégia definida, de modo a assegurar a salvaguarda do património edificado e o desenvolvimento sustentável do respectivo território”.

Depois de aprovada pelo Executivo da CMC, a delimitação da nova ARU será remetida à Assembleia Municipal.

 

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