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Coimbra: Escola de Tecnologias da Saúde é centro colaborador da OMS

18 de Janeiro 2017 Jornal Campeão: Coimbra: Escola de Tecnologias da Saúde é centro colaborador da OMS

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) foi designada centro colaborador da OMS para a protecção contra a radiação, tornando-se a única estabelecimento do género do mundo com esta distinção.

Segundo anunciou, hoje, a ESTeSC, o seu Departamento de Imagem Médica e Radioterapia (DIMR) foi designado como centro colaborador da Organização Mundial de Saúde (OMS), tornando-se a “primeira escola de tecnologia de saúde do mundo a ser nomeada e também o único centro colaborador na área da radiação médica num país de língua oficial portuguesa”.

Enquanto centro colaborador, a ESTeSC deve, designadamente, “providenciar aconselhamento técnico à OMS para a identificação de prioridades na pesquisa científica na área da protecção contra a radiação e apoiar no desenvolvimento e revisão de ferramentas de comunicação sobre os riscos da radiação”.

A nomeação é “o corolário do trabalho de ligação internacional feito pela ESTeSC nos últimos anos, com a integração em várias redes internacionais e com o estabelecimento de parcerias de investigação com instituições do mundo inteiro”, sustenta a escola que pertence ao Instituto Politécnico de Coimbra.

“A Escola apostou em ser uma instituição global, que cria valor e que se movimenta de forma a poder ter uma intervenção que se constitua como um parceiro inquestionável nas mais diversas questões ligadas à saúde”, afirma Jorge Conde, presidente da ESTeSC, sublinhando que “esta distinção da OMS é mais uma prova disso e Coimbra ganha na sua dimensão de cidade capital da saúde com mais este reconhecimento”.

Uma das missões do novo centro colaborador, liderado por Graciano Paulo e Joana Santos, do DIMR, é a realização de um grande evento científico anual para promover esta temática.

Segundo Graciano Paulo, que também é vice-presidente da ESTeSC, “está já em preparação uma reunião com todos os centros colaboradores na área da radiação médica, a realizar em Coimbra”, para debater as questões mais actuais nesta matéria.

O impacto negativo da utilização da radiação para fins médicos em pacientes e profissionais de saúde é um tema que tem motivado cada vez mais interesse junto da comunidade científica, refere a ESTeSC, adiantando que “estudos internacionais em utentes e profissionais de saúde, expostos sucessivamente a radiação para fins médicos, demonstram maior incidência de patologia radioinduzida em relação a indivíduos que não sofrem essa exposição”.

Perante estes resultados, “assiste-se a um grande investimento a nível mundial na investigação do tema, tendo. Inclusivamente, a Comissão Europeia aberto uma linha de investigação para financiar um projecto de 10 milhões de euros”, integrando o DIMR da ESTeSC um dos consórcios concorrentes a este financiamento.

A OMS tem centros colaboradores em todo o mundo nas mais diversas áreas, que lhe prestam apoio técnico e científico e a designação da ESTeSC como centro colaborador é renovada de quatro em quatro anos.